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Bertin reestrutura operação de açúcar e etanol

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Redação AB

12 mar 2011

3 minutos de leitura

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Eduardo Magossi, Agência Estado

A Infinity, braço sucroalcooleiro do grupo Bertin, faz uma reestruturação completa em sua operação, segundo o presidente da empresa, Douglas de Oliveira. As mudanças envolvem a demissão de cerca de 2 mil funcionários, a paralisação das atividades da unidade Cridasa, no Espírito Santo, a alteração societária e a revisão de contratos.

A Infinity também dá os toques finais em uma captação de US$ 30 milhões a US$ 50 milhões, por meio de uma colocação privada de “uma estrutura específica de dívida de longo prazo”, a ser fechada ainda este mês. A colocação seria utilizada para pré-pagamento de exportações de açúcar e em investimentos no crescimento orgânico da companhia, de acordo com o executivo. O prazo mínimo da colocação é de três anos.

O Grupo Bertin possui 71% da Infinity Bio Energia. Os demais 29% estão nas mãos de credores da empresa, que decidiram se tornar acionistas depois que a companhia pediu a recuperação judicial em 2009. Criada em 2006 pelo executivo Sergio Thompson-Flores, a Infinity foi capitalizada por vários fundos internacionais que, com a crise financeira mundial e com a demora do retorno dos investimentos, abandonaram o projeto. As dívidas da empresa levaram ao pedido de recuperação judicial e à subsequente compra da companhia pelo Bertin, em março de 2010.

De acordo com Oliveira, a reestruturação ocorre no momento em que a Infinity se prepara para ter o primeiro resultado positivo em sua existência. “Na safra 2011/12, já vamos dobrar a produção de açúcar e elevar a moagem de cana-de-açúcar dos atuais 4,5 milhões para 7 milhões de toneladas”, disse. Embora as seis usinas do grupo tenham capacidade instalada de 9 milhões de toneladas, a Infinity não possui cana disponível suficiente para atingir este potencial.

Oliveira explica que esse é o motivo da paralisação da usina Cridasa, no Espírito Santo. “As unidades Alcana, Disa, Cridasa e Ibirálcool da Infinity são muito próximas entre si e não há cana suficiente para todas. Elas estavam se canibalizando. Por isso, decidimos paralisar a Cridasa”, disse. Oliveira afirma que, na safra 2011/12, a Infinity produzirá mais com menos funcionários e moendo cana localizada mais próxima das usinas, reduzindo custos de corte.