O levantamento mostra que, ao contrário, o maior usuário desse tipo de transporte é o pobre (a maioria dos ciclistas tem renda de até três salários mínimos) e o uso é como meio de transporte diário, para ir ao trabalho.
Em algumas cidades, como Aracaju e Recife, mais de 70% dos ciclistas têm rendimento mensal de até dois salários mínimos. E na média nacional, o ciclista brasileiro faz trajetos que duram de 10 a 30 minutos e nesse tempo andam entre três e oito quilômetros. Outra constatação é de que mais da metade dos ciclistas usa a bicicleta entre cinco e sete dias por semana, quer dizer, um uso constante, regular.
O levantamento foi feito com cinco mil ciclistas em dez cidades brasileiras: Aracaju, Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Niterói, Salvador e São Paulo. Falta ainda uma pesquisa mais abrangente, que inclua cidades pequenas, onde a bicicleta tem presença ainda mais importante na mobilidade. Alguns municípios têm uma dependência quase total da bicicleta.
Brasília é a cidade pesquisada que mais faz uso combinado bicicleta/outros meios de transporte, o que incentiva ainda mais o uso da bike. O Rio de Janeiro é a prova de que infra estrutura incentiva o uso da bicicleta. Com 400 km de ciclovia, os ciclistas cariocas são os que usam a bicicleta com mais freqüência: 81% usam a magrela pelo menos cinco dias por semana em trajetos de até 30 minutos.
São Paulo tem um número menor de usuários, mas eles trafegam longas distâncias: 1/3 dos ciclistas pedalam de 30 minutos a uma hora por dia. A pesquisa revelou também que está crescendo muito o número de usuários de bicicleta em todo o Brasil, mais acentuadamente nos grandes centros urbanos.
Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme
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