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Bikes asiáticas atropelam verde-amarelas

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cria

25 ago 2011

3 minutos de leitura

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Mário Curcio

O Brasil pedala menos com bikes feitas na Amazônia. A produção das magrelas no Polo Industrial de Manaus desce a ladeira: de 1,1 milhão de unidades em 2008, despencou para 617 mil em 2010, um tombo de 44%. E a fabricação em todo o País caiu de 5,5 milhões em 2008 para 5,3 milhões em 2010, queda de 3,6%. Em compensação, com o real forte, as asiáticas estão bombando na praça, com as importações avançando 33,9% no mesmo período. Este ano deveremos calibrar os pneus de 480 mil unidades estrangeiras.

Os números são da Abraciclo, associação de fabricantes do setor. Das quatro fábricas de bicicletas que havia em Manaus restaram Caloi e Prince. A Monark brecou sua fabricação na Amazônia em 2008. Pedala hoje em uma fábrica em Indaiatuba, SP. E a Sundown, que dominou magazines e hipermercados na década passada, ficou sem guidão nem sela e interrompeu a produção de bicicletas em 2009: “Da forma como está hoje, só se eu as trouxesse prontas da China”, afirmou o atual presidente Fernando Buffa, em entrevista recente, referindo-se à baixa lucratividade do negócio em consequência da valorização do real.

O diretor da Abraciclo, Moacyr Paes, recorda o início da produção de bicicletas na Amazônia: “A ideia era fazer modelos com mais tecnologia agregada. Contudo, como a importação é elevada, diminuiu o interesse de montá-las por lá”, diz Moacyr Paes. Ele diz ainda que a necessidade de cumprimento de normas e exigências acaba afastando empresas do setor. A queda da produção nacional é atribuída à grande informalidade no segmento: “Ocorre no Brasil inteiro. Traz-se a bicicleta praticamente desmontada e coloca-se o que o consumidor quiser”, afirma.

O diretor da Abraciclo defende a cobrança do ICMS substitutivo como forma de combater as práticas informais e fala da intenção de atrair fabricantes de componentes para Manaus: “Tenta-se que a cidade seja um polo de bicicletas e componentes”, diz. “Já existe um pleito de reavaliar o Processo Produtivo Básico e buscar maneiras que incentivem as empresas a procurar a zona franca”, afirma Paes. “O Brasil hoje é um grande importador de componentes com mais tecnologia agregada. Não se fabricam câmbios de bicicleta por aqui”, exemplifica. Os fabricantes de motopeças já estão lá: são mais de 40 indústrias de diferentes especialidades.

Ao contrário das bicicletas, a produção nacional de motos recuperou-se após a crise. Embora tenham enfrentado um 2009 ruim pela escassez de crédito ao consumidor final, os fabricantes reaceleraram em 2010 e os números do setor em 2011 estão um pouco mais próximos dos resultados de 2008, em que a produção e venda de motocicletas estabeleceu recorde no Brasil.

Nos últimos dez anos, a produção nacional de motos deu um salto de 143%. Em 2001 o Brasil montou 753.159 motocicletas. Em 2010 produziu 1.830.614. Nesse mesmo período, a produção de bicicletas passou de 5,1 milhões para 5,3 milhões, alta de apenas 3%.