Atualmente, mais da metade dos pneus descartados no Brasil é queimada como combustível em fornos de cimenteiras. O processo proposto pela Bio5 é considerado mais eficiente e sustentável, porque a pirólise faz a decomposição química em câmaras de aquecimento sem oxigênio, que por isso não emite monóxido de carbono na atmosfera. Todas as matérias contidas nos pneus, aço, negro-de-fumo, gás e o óleo combustível, são extraídas, separadas e recuperadas para reutilização.
O negro-de-fumo, pó utilizado para dar resistência à borracha do pneu, pode ser também reutilizado para pigmentação preta em geral, na produção de asfalto e confecção de tintas para impressora, por exemplo. Já o óleo extraído irá alimentar usinas de geração de energia elétrica, tanto para uso da própria planta de reciclagem como para a rede de distribuição. “Nossa planta será capaz de gerar energia elétrica suficiente para abastecer uma cidade de 28 mil habitantes”, afirma Robson Freitas, CEO da Bio5.
“A reciclagem via pirólise contribui com o meio ambiente, é sustentável e gera valor aos acionistas”, dia Freitas. A empresa aposta que o negócio da reciclagem de pneus de forma mais sustentável deverá crescer nos próximos anos, pois até agora todas as alternativas apresentadas para o futuro da mobilidade e do transporte, seja com veículos elétricos ou não, continua a rodar sobre pneus. Assim o descarte seguirá sendo um problema, pois um pneu pode demorar 700 anos para se decompor na natureza. Segundo dados da Bio5, a cada ano são descartadas 13,5 milhões de toneladas e apesar de todos os esforços para dar destinação adequada ao material, grande parte ainda vai parar nos mares, rios e terrenos.