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Biocombustíveis não prejudicarão alimentos

Apesar do avanço das lavouras de cana-de-açúcar sobre áreas destinadas à pecuária e à agricultura nos últimos anos, pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentada nesta quarta-feira, 26, afirma que o país não vai perder potencial como produtor de alimentos em função desse crescimento. O estudo Biocombustíveis no Brasil: Etanol e Biodiesel ressalta, no entanto, a necessidade do Estado regular a fabricação de etanol e priorizar a produção de alimentos com financiamento e infraestrutura.
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Redação AB

27 mai 2010

1 minutos de leitura

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O documento apresenta como um dos grandes desafios do mercado de etanol a estabilidade dos preços, que atualmente apresentam forte volatilidade durante o ano. Além da formação de um grande estoque regulador a partir deste ano, que estará contemplado com R$ 2,4 bilhões no próximo plano da safra, outras medidas para evitar tais oscilações são a consolidação das compras futuras e a liberação da alíquota para importação de etanol, que era de 20% e foi suspensa pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) no início de abril.

O mercado internacional de etanol, segundo a pesquisa, poderá atingir 200 bilhões de litros nos próximos dez anos. Na última safra, o Brasil produziu 25 bilhões de litros, dos quais 4,7 bilhões foram exportados. O protecionismo aos mercados externos, entretanto, pode apresentar um empecilho a essa expansão, de acordo com o Ipea.


Fonte: Danilo Macedo, Agência Brasil.