Nesta terça-feira, 19, a Gol fez um voo testando a utilização de bioquerosene feito a partir de uma mistura de óleo de milho não comestível proveniente da produção de etanol de milho e de óleos e gorduras residuais, combinados com querosene de aviação, na proporção mínima de 50%. Bogsan disse que o próximo passo é usar esse produto em escala comercial.
“Precisamos aumentar o volume de biofuel (biocombustível) porque assim conseguiremos ter uma escala maior de produção (…) para usar isso numa linha normal de utilização para voos comerciais”, disse o executivo à Agência Estado após participar de entrevista coletiva no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
Para viabilizar a produção em grande quantidade e a utilização dos biocombustíveis em escala comercial, Bogsan disse que são necessárias políticas públicas para o setor. Segundo ele, o uso comercial depende da equiparação do biocombustível aos combustíveis tradicionais por parte da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
“Dependemos muito do governo para incentivar a produção e dar apoio às iniciativas privadas para que consigamos atingir as metas”, afirmou. O executivo acrescentou que a concessão de incentivos tributários num primeiro momento seria “o melhor dos mundos”.
Também nesta terça-feira, a Azul fez um voo experimental entre Campinas e Rio de Janeiro utilizando biocombustível desenvolvido pela Amyris a partir da cana-de-açúcar.