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Biocombustível deve dominar aviação no futuro

A Gol Linhas Aéreas estima que em 20 anos todos os seus voos no País sejam movidos com biocombustíveis. Foi o que disse o vice-presidente técnico operacional da aérea, Adalberto Bogsan. No entanto, ainda vai levar um período de cinco a dez anos para que a operação de voos abastecidos com biocombustível seja viável em escala comercial no Brasil, de acordo com o executivo.
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Redação AB

20 jun 2012

2 minutos de leitura

Nesta terça-feira, 19, a Gol fez um voo testando a utilização de bioquerosene feito a partir de uma mistura de óleo de milho não comestível proveniente da produção de etanol de milho e de óleos e gorduras residuais, combinados com querosene de aviação, na proporção mínima de 50%. Bogsan disse que o próximo passo é usar esse produto em escala comercial.

“Precisamos aumentar o volume de biofuel (biocombustível) porque assim conseguiremos ter uma escala maior de produção (…) para usar isso numa linha normal de utilização para voos comerciais”, disse o executivo à Agência Estado após participar de entrevista coletiva no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Para viabilizar a produção em grande quantidade e a utilização dos biocombustíveis em escala comercial, Bogsan disse que são necessárias políticas públicas para o setor. Segundo ele, o uso comercial depende da equiparação do biocombustível aos combustíveis tradicionais por parte da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

“Dependemos muito do governo para incentivar a produção e dar apoio às iniciativas privadas para que consigamos atingir as metas”, afirmou. O executivo acrescentou que a concessão de incentivos tributários num primeiro momento seria “o melhor dos mundos”.

Também nesta terça-feira, a Azul fez um voo experimental entre Campinas e Rio de Janeiro utilizando biocombustível desenvolvido pela Amyris a partir da cana-de-açúcar.