|
|||||||||||||||||||||||||||
Eduardo Magossi, Agência Estado
A SG Biofuels, com sede na Califórnia, Estados Unidos, está expandindo suas operações para o Brasil para explorar o mercado de pinhão manso. A empresa desenvolve sementes híbridas de pinhão manso, oleaginosa utilizada hoje na produção de biodiesel e de combustíveis de aviação.
A companhia americana investiu US$ 9,4 milhões nos últimos quatro anos para desenvolver mais de 12 mil híbridos de pinhão manso, com alta produtividade. O presidente da SG Biofuels, Kirk Haney, disse que a SG também conseguiu “domesticar” o pinhão manso, obtendo um híbrido que possui produtividade constante e não alterna safras produtivas com outras de menor resultado.
Segundo o executivo, a produtividade desse híbrido é quatro vezes maior do que a da soja, com a vantagem de ser uma oleaginosa que não é usada para alimentação. A empresa deve começar os testes em várias partes do Brasil, para descobrir qual semente é adequada para cada clima. As sementes devem estar disponíveis em cerca de um ano.
Haney informou ainda que o representante chefe da subsidiária brasileira, a SG Biofuels do Brasil, será Fernando Reinach, especialista em bioenergia e membro do conselho de administração da Amyris, que também desenvolve biocombustíveis.
Vendas
A estratégia para a venda das sementes inclui uma triangulação com a ponta compradora. “Vamos oferecer a semente para o produtor vinculado a uma demanda existente de uma empresa”, disse. A empresa já vende suas sementes na Índia, México, Guatemala e Colômbia. Nestes países, a SG tem parceria com a Bunge, que compra a produção. Segundo Haney, a parceria pode ser estendida para o Brasil.
O grande desafio da empresa será mudar a percepção do produtor, já que muitos deles plantaram o pinhão manso “selvagem” e não conseguiram bons resultados. A diferença, diz, é que o pinhão manso oferecido pela empresa foi selecionado via processos de hibridação, “e não se comporta como o encontrado no Brasil, que não tem um desempenho estável”.