
“Estamos prontos para sacramentar o investimento no Brasil”, disse, acrescentando que falta detalhar a carta de intenções que assinará com o governo de Santa Catarina, referente à construção da planta industrial, que deverá receber incentivos fiscais do Estado.
Na segunda-feira, 22, a montadora confirmou seu plano de construir uma fábrica no País, decisão comunicada diretamente à presidente da República, Dilma Rousseff, por Ian Robertson, vice-presidente e membro do conselho de administração do Grupo BMW, em Brasília. A decisão era esperada há pelo menos um ano, mas a empresa chegou a parar com os planos para aguardar a publicação do novo regime automotivo. Segundo Henning, o projeto inicial, que previa apernas a montagem de carros com a maioria das partes importadas, teve de ser alterado para enquadrar a empresa nas regras do novo regime automotivo, para dessa forma ter direito ao desconto dos 30 pontos porcentuais extras de IPi que serão aplicados sobre veículos importados ou com baixo conteúdo nacional.
A BMW projeta iniciar as operações em dois anos em unidade que terá capacidade para 30 mil unidades por ano em dois turnos. Dornbusch disse que a intenção é de que os veículos atendam o mercado brasileiro, mas que há possibilidade de exportar para outros países da região da América Latina.
Líder do segmento premium no Brasil, a marca detém 26% das vendas de veículos de luxo, mercado que representa somente 1% do total das vendas de veículos no País. “Mantendo as condições atuais, com continuação do crescimento econômico, essa fatia pode chegar a 35%”, projeta, sem traçar prazo para alcançar o índice.
Assista a entrevista exclusiva a ABTV de Henning Dornbusch, presidente da BMW do Brasil: