
“Com o cenário que temos hoje, de retração da economia aliada à volatilidade cambial é difícil encontrar investidores”, afirma Piñero.
Para o executivo, as 44 concessionárias BMW espalhadas pelo País, volume que não inclui lojas Mini, é o suficiente para cobrir todo o território nacional. “Nossa capilaridade é excelente, estamos em todos os estados e nos últimos dois anos avançamos mais fortemente no Norte e Nordeste depois de consolidar presença no Sudeste e no Sul”, completa.
Apesar da decisão de frear a expansão da rede neste momento adverso do mercado Piñero afirma que “o ano terminará bem para a marca, mas abaixo de nossa expectativa, com crescimento real entre 3% e 5%”, disse sem mencionar a projeção de volume de vendas para o ano.
A produção da fábrica de Araquari (SC), segundo ele, deve ficar em torno de 11,5 mil unidades, volume abaixo do esperado pela empresa em suas perspectivas firmadas no início de 2015. “Nossa preocupação é com o comportamento em 2016, com taxa de câmbio. É certo que os preços vão subir, embora nem todas as marcas estejam repassando o aumento do dólar, mas esta é uma situação insustentável no longo prazo”, avalia.
Segundo Piñero, o Grupo BMW desfrutou primeiro da totalidade das cotas previstas pelo Inovar-Auto entre 2013 e 2014 em comparação com as demais empresas entrantes, o que elevou consideravelmente seu volume de vendas nos dois anos mencionados. Ele aponta que em média no segmento premium o proprietário permanece com o mesmo carro por até 24 meses: “Mas este tempo pode aumentar diante desse cenário econômico atual, o que por outro lado pode ajudar o segmento de pós-venda”.