
Os trabalhadores da fábrica da BMW de Araquari (SC) rejeitaram em uma assembleia realizada na sexta-feira, 9, a proposta da empresa para a negociação coletiva de trabalho. As negociações agora serão mediadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Segundo Sidnei Melo, presidente da entidade de classe, a proposta do sindicato inclui o reajuste salarial com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do período, acrescido de 1%, além de um aumento de R$ 50 no vale-alimentação e de R$ 50 no auxílio-creche.
Melo informou, ainda, que a empresa apresentou uma contraproposta de reajuste baseada no INPC de agosto, com percentuais diferentes de acordo com a faixa salarial, mas não aceitou as outras condições apontadas pelo sindicato. Essa proposta não foi aceita pelos trabalhadores.
Com a recusa dos trabalhadores diante da proposta da montadora, uma nova reunião de mediação junto ao MTE ocorrerá na segunda-feira, 19. A entidade afirmou que somente após este encontro será avaliada a possibilidade de greve.
Procurada pela reportagem, a BMW informou por meio de nota que considerou equilibrada a proposta apresentada, levando em consideração o atual cenário econômico.
“O BMW Group Brasil informa que, após negociações, não chegou a um acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Araquari e São Francisco do Sul. A empresa considera que apresentou uma proposta equilibrada, construída levando em consideração os interesses dos colaboradores e o atual cenário econômico, marcado por desafios e volatilidade no setor automotivo. O BMW Group Brasil reforça seu compromisso com o diálogo e com a manutenção de uma relação transparente e respeitosa com seus colaboradores”, disse em comunicado.
