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BMW entra em grupo que estuda exploração do lítio do Atacama

Outras montadoras, como Mercedes e Volkswagen, já estavam envolvidas; local tem 27% das reservas mundiais
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Victor Bianchin

03 mar 2022

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A BMW anunciou hoje que aderiu ao projeto intersetorial “Responsible Lithium Partnership”. O objetivo da iniciativa é criar medidas para explorar de forma sustentável os recursos naturais do Salar de Atacama, um deserto de sal no Chile.

O grupo foi fundado no ano passado e já conta com Basf, Daimler AG, Mercedes-Benz, Fairphone e Volkswagen. A duração planejada é de três anos e as empresas afirmam que o projeto não pretende facilitar a exploração de lítio ou a compra e venda de matérias-primas minerais. Em vez disso, dizem, elas pretendem desenvolver “um plano conjunto para melhorar o manejo de recursos naturais integrados no longo termo”.

A Agência Alemã de Cooperação Internacional (German Agency for International Cooperation – GIZ) está coordenando o projeto. Governo, comunidades indígenas, representantes de mineração de lítio e de cobre e também dos setores de agricultura e turismo também estão envolvidos nas discussões.

O Salar de Atacama possui a maior reserva de salmoura de lítio do planeta (27% do total mundial), recurso mineral essencial para a produção de baterias recarregáveis, as quais são usadas em quase todos os produtos eletrônicos modernos. Garantir acesso ao lítio é garantir viabilidade de negócios para qualquer empresa que fabrique esse tipo de produto, incluindo aí as montadoras de carros elétricos.