
“Esta é a primeira fábrica BMW 100% dedicada a motos fora da Alemanha”, diz Schaller. A empresa também tem operações na Tailândia, China e Índia, mas nesses países ocorre a produção de carros também. Dá para dizer, porém, que o investimento no Brasil foi modesto. Por aqui a BMW vai basicamente montar as motocicletas cumprindo o Processo Produtivo Básico (PPB), conjunto de regras da Superintendência da Zona Franca de Manaus que implica baixo índice de nacionalização em modelos de menor volume.
Assim, a empresa comprará de fabricantes instalados no Brasil componentes como pneus, lâmpadas, cabos e retrovisores: “Temos 45 fornecedores locais”, afirma o diretor de produção, Peter Vogel. Esses fabricantes estão no Amazonas e também no Rio Grande do Sul e São Paulo. A nova fábrica começa a produção para valer com a F 700 GS e nos próximos dias passará a montar outros modelos, mas antes da inauguração já havia montado cerca de 200 motos. Ficou para o início de 2017 o lançamento da G 310 R, motocicleta urbana de média cilindrada.
O motor e outras peças da G 310 R virão da Índia e não da Europa como ocorre com o restante da linha. A queda persistente no mercado de duas rodas obrigou a BMW a rever os planos para esse modelo, que era aguardado para 2016. Quando a G 310 R foi mostrada como conceito em 2015, a fabricante acreditava em um potencial para 80 mil unidades por ano no Brasil. Sem perspectiva de crescimento nas vendas, a rede deve permanecer com 38 concessionárias em 2017, mesmo após a chegada da G 310 R.
O Brasil chegou a ser o quarto maior mercado das motos BMW e atualmente ocupa a sétima posição, atrás de Alemanha, Estados Unidos, França, Itália, Espanha e Reino Unido.