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320i

BMW Série 3 chega à sua sexta geração

A BMW já tem em sua rede de concessionárias a nova Série 3, que chega à sexta geração. Estão à venda os modelos 328i e 335i. A linha atual foi lançada na Europa no segundo semestre de 2011, mas chegou às lojas brasileiras da marca somente no neste mês. “As homologações estão demorando muito, cerca de oito meses. Queríamos ter iniciado as vendas em março”, afirma o presidente da BMW do Brasil, Henning Dornbusch.
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29 jun 2012

5 minutos de leitura

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O 328i tem quatro níveis de acabamento e preços que vão de R$ 171.400 a R$ 229.950. Seu motor é um quatro cilindros 2.0 de 245 cv. O 335i utiliza um seis cilindros 3.0 de 306 cv e tem preço único de R$ 294.950. Ambos utilizam turbo, injeção direta e sistema Valvetronic, com controle de abertura das válvulas totalmente variável. Em cerca de um mês chegará o 320i, com preço abaixo de R$ 130 mil.

“Devemos vender 2 mil unidades este ano e 3,5 mil em 2013. No mix de vendas, acredito em 60% do 320i, 30% do 328i e 10% do 335i”, estima o presidente da BMW. Em todo o mundo serão vendidos cerca de 300 mil carros da Série 3 este ano. Em 2000 ele representava 70% das vendas da BMW no Brasil, mas sua participação caiu com a chegada de outros modelos. “Em 2011 a Série 3 representou 30% do mix e deve subir para 35% este ano”, afirma Dornbusch. A BMW acredita que os principais concorrentes da Série 3 serão Audi A4 TFSI (211 cv), Mercedes-Benz C250 BlueEfficiency (204 cv) e Volvo S60 T5 (240 cv).”

NOVAS CARACTERÍSTCAS E IMPRESSÕES
BMW
Modelo 328i tem câmbio automático de oito marchas, bom espaço interno e novo motor de 245 cv. Porta-malas acomoda 480 litros.

Entre os destaques do novo 328i está o motor, que oferece torque máximo (de 35,7 mkgf) entre 1.250 e 4.800 rpm. Outro item bem-vindo foi o câmbio automático ZF de oito marchas, que vem ganhando a preferência de fabricantes alemães e também é aplicado em parte dos ingleses Land Rover, por exemplo. Na estrada, em oitava marcha, mal se ouve o motor girando a 2.000 rpm. Mas não falta apetite por asfalto no 328i, que acelera de 0 a 100 km/h em 6,1 segundos.

A transmissão ZF foi associada ao sistema Auto Start Stop, que desliga e religa o motor em paradas de semáforo ou trânsito congestionado para economizar combustível e reduzir a emissão de poluentes. Num primeiro contato, é estranho perceber que o motor “apaga” sem motivo, mas em pouco tempo o motorista se acostuma com a novidade.

A direção recebeu assistência elétrica, que também ajuda a diminuir o consumo. Segundo a BMW, essa mudança gerou economia de até 300 mililitros de combustível em cada 100 km percorridos. Considerando o consumo urbano do próprio 328i (8,2 litros a cada 100 km), ele percorreria 3,7 km a mais com essa economia.

A evolução do modelo passou pela carroceria, que emprega 16 tipos diferentes de aço e teve sua rigidez torcional aumentada em 10%. A distância entre eixos tem agora 2,81 metros, cinco centímetros a mais, resultando em conforto extra para quem viaja no banco traseiro.

Para facilitar a abertura do porta-malas por quem chega com as mãos ocupadas, a BMW aplicou um sensor debaixo do carro. O motorista não precisa tirar a chave do bolso. Basta passar um dos pés sob o para-choque e a tampa do compartimento se abre.

SEIS GERAÇÕES E 12 MILHÕES DE UNIDADES
BMW
Henning Dornbusch fala sobre a história do carro e também da possibilidade de fabricar automóveis no Brasil. A Série 3 está na 6ª geração. Da esquerda para a direita: 1ª geração, de 1975; 2ª, de 1982; 3ª, de 1990; 4ª, de 1998; 5ª, de 2005; e a 6ª, apresentada em 2011 na Europa e agora no Brasil (fotos: Mário Curcio).

Antes de mostrar o novo carro, Henning Dornbusch resgatou o nascimento da Série 3 e sua importância para a BMW: “Já são 12 milhões de carros vendidos. O modelo nascido em 1975 usava um motor de seis cilindros e 143 cv. Seu sucesso foi tão grande que em seis anos alcançou a marca de 1 milhão de unidades. A segunda geração (de 1982) também alcançou 1 milhão.”

Sobre a quarta geração, de 1998, Dornbusch disse: “Ele chegou a ser o terceiro carro mais emplacado na Alemanha. Para um automóvel de luxo isso é uma marca muito importante. Numa pesquisa realizada, quatro entre cinco consumidores demonstravam o desejo de comprar novamente o carro.”

Aqui no Brasil, a geração de 1990 teve grande visibilidade porque foi neste ano que o País decidiu reabrir seus portos e a variedade de marcas era menor que a atual.

NOVA FÁBRICA EM BANHO-MARIA

Sobre a concretização da fábrica brasileira da BMW, Henning Dornbusch falou: “Aguardamos o governo lançar regras estabelecendo cotas (de importação). Isso deve ocorrer em uma semana. A questão das cotas é muito importante para nossa decisão. Ano passado vendemos quase 10 mil carros. Este ano deve haver uma queda de 30% a 40%. É uma diferença muito grande.”

Ele não informa os modelos que seriam feitos aqui, mas a maioria das apostas recai sobre modelos da Série 1. “Só posso dizer que serão carros com bom volume (de produção e vendas). Não dá para fazer carros da Série 7 aqui, por exemplo.”

Pelo mesmo motivo, ele descarta a produção em Manaus das motos R 1200 GS: “A demanda ainda é pequena” (a BMW já monta motos de 650 e 800 cc na Zona Franca em parceria com a Dafra).