
O 328i tem quatro níveis de acabamento e preços que vão de R$ 171.400 a R$ 229.950. Seu motor é um quatro cilindros 2.0 de 245 cv. O 335i utiliza um seis cilindros 3.0 de 306 cv e tem preço único de R$ 294.950. Ambos utilizam turbo, injeção direta e sistema Valvetronic, com controle de abertura das válvulas totalmente variável. Em cerca de um mês chegará o 320i, com preço abaixo de R$ 130 mil.
“Devemos vender 2 mil unidades este ano e 3,5 mil em 2013. No mix de vendas, acredito em 60% do 320i, 30% do 328i e 10% do 335i”, estima o presidente da BMW. Em todo o mundo serão vendidos cerca de 300 mil carros da Série 3 este ano. Em 2000 ele representava 70% das vendas da BMW no Brasil, mas sua participação caiu com a chegada de outros modelos. “Em 2011 a Série 3 representou 30% do mix e deve subir para 35% este ano”, afirma Dornbusch. A BMW acredita que os principais concorrentes da Série 3 serão Audi A4 TFSI (211 cv), Mercedes-Benz C250 BlueEfficiency (204 cv) e Volvo S60 T5 (240 cv).”
NOVAS CARACTERÍSTCAS E IMPRESSÕES

Modelo 328i tem câmbio automático de oito marchas, bom espaço interno e novo motor de 245 cv. Porta-malas acomoda 480 litros.
Entre os destaques do novo 328i está o motor, que oferece torque máximo (de 35,7 mkgf) entre 1.250 e 4.800 rpm. Outro item bem-vindo foi o câmbio automático ZF de oito marchas, que vem ganhando a preferência de fabricantes alemães e também é aplicado em parte dos ingleses Land Rover, por exemplo. Na estrada, em oitava marcha, mal se ouve o motor girando a 2.000 rpm. Mas não falta apetite por asfalto no 328i, que acelera de 0 a 100 km/h em 6,1 segundos.
A transmissão ZF foi associada ao sistema Auto Start Stop, que desliga e religa o motor em paradas de semáforo ou trânsito congestionado para economizar combustível e reduzir a emissão de poluentes. Num primeiro contato, é estranho perceber que o motor “apaga” sem motivo, mas em pouco tempo o motorista se acostuma com a novidade.
A direção recebeu assistência elétrica, que também ajuda a diminuir o consumo. Segundo a BMW, essa mudança gerou economia de até 300 mililitros de combustível em cada 100 km percorridos. Considerando o consumo urbano do próprio 328i (8,2 litros a cada 100 km), ele percorreria 3,7 km a mais com essa economia.
A evolução do modelo passou pela carroceria, que emprega 16 tipos diferentes de aço e teve sua rigidez torcional aumentada em 10%. A distância entre eixos tem agora 2,81 metros, cinco centímetros a mais, resultando em conforto extra para quem viaja no banco traseiro.
Para facilitar a abertura do porta-malas por quem chega com as mãos ocupadas, a BMW aplicou um sensor debaixo do carro. O motorista não precisa tirar a chave do bolso. Basta passar um dos pés sob o para-choque e a tampa do compartimento se abre.
SEIS GERAÇÕES E 12 MILHÕES DE UNIDADES

Henning Dornbusch fala sobre a história do carro e também da possibilidade de fabricar automóveis no Brasil. A Série 3 está na 6ª geração. Da esquerda para a direita: 1ª geração, de 1975; 2ª, de 1982; 3ª, de 1990; 4ª, de 1998; 5ª, de 2005; e a 6ª, apresentada em 2011 na Europa e agora no Brasil (fotos: Mário Curcio).
Antes de mostrar o novo carro, Henning Dornbusch resgatou o nascimento da Série 3 e sua importância para a BMW: “Já são 12 milhões de carros vendidos. O modelo nascido em 1975 usava um motor de seis cilindros e 143 cv. Seu sucesso foi tão grande que em seis anos alcançou a marca de 1 milhão de unidades. A segunda geração (de 1982) também alcançou 1 milhão.”
Sobre a quarta geração, de 1998, Dornbusch disse: “Ele chegou a ser o terceiro carro mais emplacado na Alemanha. Para um automóvel de luxo isso é uma marca muito importante. Numa pesquisa realizada, quatro entre cinco consumidores demonstravam o desejo de comprar novamente o carro.”
Aqui no Brasil, a geração de 1990 teve grande visibilidade porque foi neste ano que o País decidiu reabrir seus portos e a variedade de marcas era menor que a atual.
NOVA FÁBRICA EM BANHO-MARIA
Sobre a concretização da fábrica brasileira da BMW, Henning Dornbusch falou: “Aguardamos o governo lançar regras estabelecendo cotas (de importação). Isso deve ocorrer em uma semana. A questão das cotas é muito importante para nossa decisão. Ano passado vendemos quase 10 mil carros. Este ano deve haver uma queda de 30% a 40%. É uma diferença muito grande.”
Ele não informa os modelos que seriam feitos aqui, mas a maioria das apostas recai sobre modelos da Série 1. “Só posso dizer que serão carros com bom volume (de produção e vendas). Não dá para fazer carros da Série 7 aqui, por exemplo.”
Pelo mesmo motivo, ele descarta a produção em Manaus das motos R 1200 GS: “A demanda ainda é pequena” (a BMW já monta motos de 650 e 800 cc na Zona Franca em parceria com a Dafra).