
“O teste de inverno sob condições extremas claramente mostra que o BMW iX5 Hydrogen consegue entregar performance mesmo em temperaturas de -20° C e, portanto, representa uma alternativa viável a um veículo movido por uma bateria”, afirma Frank Weber, membro do conselho diretor da BMW.
Marca pretende produzir algumas unidades em série
A montadora afirma, em comunicado, que “a tecnologia do iX5 tem o potencial de adicionar outro pilar ao portfólio de sistemas de direção da BMW”. Recentemente, a empresa anunciou que quer que 50% das suas vendas sejam de elétricos até 2030.
Por enquanto, o carro a hidrogênio existe apenas como protótipo e não há planos para seu lançamento comercial, embora a montadora tenha confirmado que pretende fabricar “uma pequena série” de unidades até o final do ano e que planeja expandir a rede de estações de recarga de células de hidrogênio.
Um veículo movido a células de combustível é um tipo de carro elétrico que utiliza um tanque de hidrogênio gasoso (H2) para alimentar o motor em vez de uma bateria recarregável. O hidrogênio se combina com o oxigênio (O2) do ar para gerar a eletricidade, produzindo apenas água como resíduo, a qual é descartada. Assim como os carros a bateria, um modelo desse tipo não emite gases de efeito estufa, por isso a tecnologia é considerada “limpa”.
No entanto, como o hidrogênio precisa ser separado de outras substâncias para ser armazenado e usado, esse processo pode consumir energia elétrica, deixando um rastro ambiental. Além disso, boa parte do hidrogênio hoje é extraída de combustíveis fósseis, como gás natural, petróleo e carvão.
Os testes do iX5 Hydrogen no Círculo Ártico são importantes porque mostram que, mesmo em temperaturas baixíssimas, as reações químicas necessárias para que o carro funcione ainda conseguem ocorrer, permitindo o funcionamento sem percalços. De acordo com a BMW, a direção, o armazenamento de energia e os sistemas de controle todos passaram nos testes de resistência ao frio.