
Com os benefícios de quem deixou apenas de importar e se habilitou no Inovar-Auto como fabricante, a BMW registrou 8,7 mil unidades emplacadas de janeiro a julho, crescendo 6,1% sobre o mesmo período do ano passado, enquanto os associados à Abeifa (que reúne importadores e alguns fabricantes como a própria BMW) registraram queda na mesma medida, 6,1%.
Para falar sobre esse bom momento vivido pela empresa, Automotive Business entrevistou o diretor de vendas da BMW do Brasil, Martin Fritsches.
Automotive Business – Embora a venda de carros BMW tenha crescido, de alguma forma a crise deve ter afetado os negócios, como é possível ver pela divisão de motos (-5,9% até julho no confronto com o mesmo período do ano passado). Tem algum modelo ou segmento que poderia ter crescido mais este ano, como a Série 3?
Martin Fritsches – Com a crise e o consequente aumento da taxa de juros, os carros de entrada acabam sofrendo mais, mas a Série 3 continua com fôlego. Outros modelos ganham impulso como o X5 a diesel.
AB – E tem algum tipo de estratégia para contornar esse período econômico e manter as vendas em alta?
MF – Sim. Há negócios complementares como nosso programa de seminovos BMW Premium Select. Ele já tem quatro anos e resulta em uma média de 100 carros por mês. Também temos trabalhado em vendas corporativas, com a oferta de nossos carros para empresas e seus executivos, embaixadas, consulados.
AB – Ainda existe espaço para aumentar a participação da divisão M no Brasil?
MF – Sim. E queremos consolidá-la além de São Paulo, com a possibilidade de realização de test drive dos carros em concessionários de Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília.
AB – Qual o tamanho atual da rede BMW e para onde ela deve se expandir?
MF – Temos 44 revendas e vamos a 52 na virada para 2016. Entre as próximas abriremos uma em Teresina daqui a dois meses e teremos mais concessionárias fora das capitais, como em Novo Hamburgo, Juiz de Fora, Sinop, Piracicaba e Dourados.