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BNDES comemora parceria com Finep para financiar setor de biocombustíveis

Com 35 projetos de usinas aprovados, beneficiando 25 empresas com investimentos de US$ 1,7 bilhão, o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) avaliou como vitoriosa a parceria com a Finep no programa PAISS – Plano Conjunto de Apoio à Inovação Tecnológica Industrial dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico. O balanço foi feito durante o painel “Investindo no setor sucroenergético: caminhos e perspectivas”, realizado durante o Ethanol Summit 2013, em São Paulo.
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Redação AB

28 jun 2013

2 minutos de leitura

A Finep (Fundo de Financiamento de Estudos de Projetos e Programas) recebeu a denominação recente de Agência Brasileira de Inovação e mantém com o BNDES o PAISS, uma iniciativa para seleção de planos de negócios e fomento a projetos. O foco é o desenvolvimento, a produção e a comercialização de novas tecnologias industriais destinadas ao processamento da biomassa oriunda da cana-de-açúcar.

Carlos Eduardo Cavalcanti, chefe do Departamento de Biocombustíveis do BNDES, disse que esse programa foi responsável por elevar a posição do Brasil no ranking de produção experimental de etanol de segunda geração, obtido de resíduos com celulose, como o bagaço da cana. No âmbito do PAISS, o Brasil produz 164 milhões de litros de etanol celulósico, acima da Europa (114 milhões de litros) mas ainda abaixo dos Estados Unidos (834 milhões de litros). “Há dois anos a presença brasileira era quase nula”, informou.

INVESTIDORES RETRAÍDOS

independentemente das linhas de crédito de longo prazo oferecidas pelo BNDES, Os investidores internacionais estão cautelosos em aplicar recursos no setor de produção de açúcar e álcool no Brasil. Essa é a avaliação de Alan Boyce, conselheiro do grupo Adecoagro, durante o mesmo painelno Ethanol Summit.

Boyce enumerou alguns fatores que contribuíram para reduzir o interesse estrangeiro, como sete alterações no porcentual de etanol na gasolina nos últimos anos, isenções de cobrança de PIS e Cofins na CIDE Combustível, crescimento do custo trabalhista em 150% e do valor da terra em 83%. “Esses fatores contribuíram para a redução dos investimentos, da produção e da parcela do etanol na matriz energética brasileira”, disse.