
“A nossa demanda continua forte e, provavelmente, vamos superar os R$ 130 bilhões, entre R$ 130 bilhões e R$ 140 bilhões”, disse Mariante durante reunião da cúpula do banco sobre o Fundo Amazônia. “A infra-estrutura continua muito forte, máquinas e equipamentos também, inclusive para as exportações. O Brasil mudou de escala”, acrescentou o executivo.
No primeiro bimestre de 2010, o BNDES liberou R$ 16 bilhões, contra cerca de R$ 9,4 bilhões no acumulado do mesmo período do ano passado.
Em 2009, o governo federal precisou capitalizar o banco para enfrentar a escassez de crédito imposta pela crise global. No ano passado, os empréstimos do banco bateram recorde ao atingirem cerca de R$ 137,4 bilhões. “Esse ano talvez seja igual ou um pouco menor”, destacou Marianti.
O comentário de Mariante acontece depois que a instituição de fomento divulgou em 17 de março que “a expectativa é que o banco encerre 2010 com liberações inferiores às registradas no ano passado”. Segundo o executivo, a demanda por pedidos de financiamentos do banco está muito aquecida e o mercado bancário privado ainda não voltou com toda a força na concessão de créditos no pós-crise.
“Não voltou ao normal, mas está voltando bem. Já dá para começar a pensar em tirar a nossa presença. O mercado privado está voltando e com uma certa aversão a risco. Há um cuidado maior do que antes da crise, o que é bom”.
Fonte: Rodrigo Viga Gaier, Agência Estado.