
A iniciativa foi comemorada pela Anfavea, que distribuiu comunicado após o anúncio do BNDES. “Vivemos um período de excelentes oportunidades no comércio exterior e, neste contexto, medidas para reduzir custos, tornar mais ágil e simplificar os processos são extremamente benéficas “, apontou Luiz Moan, presidente da associação.
Segundo o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, a composição das novas taxas de juros das linhas Exim Pré-Embarque inclui a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente em 7,5% ao ano, mais custos de spread (diferença entre o custo da captação de recursos e o valor cobrado ao conceder empréstimo). No caso das modalidades produção de bens de capital e micro, pequenas e médias empresas, o custo básico é todo baseado na TJLP, o que permitiu reduzir o valor do spread.
O governo estima que, com as novas condições, a demanda por crédito das linhas Exim Pré-Embarque poderá atingir este ano R$ 15 bilhões. A previsão inicial era de que o montante chegasse a R$ 4 bilhões. De acordo com Luciano Coutinho, o aumento estimado na tomada de crédito será financiado apenas com alocação de recursos. “São recursos do orçamento normal do banco. O que estamos fazendo é usar da maneira mais eficiente o que está disponível”
Com a nova configuração, as condições do crédito para a indústria exportadora passam a ser: juros de 9,1% ao ano e prazo de até 36 meses para empresas inovadoras; taxa de 9,1% ao ano em até 30 meses para micro, pequenas e médias empresas; 9,5% ao ano e prazo entre 24 e 30 meses para bens de capital; 11,53% ao ano em até 24 meses para bens de consumo e, por fim, juros de 15,75% ao ano e prazo até 24 meses para bens especiais e serviços.
MODERFROTA
O BNDES anunciou, ainda, destinação de R$ 300 milhões adicionais em recursos para financiamentos do Programa de Modernização da Frota (Moderfrota), destinado à compra de tratores e máquinas agrícolas. Com o recurso adicional, o Moderfrota passa a contar com R$ 860 milhões para crédito até o encerramento da safra em curso, no fim de junho. “O Ministério da Fazenda autorizou um remanejamento dentro do Plano Safra, de forma que agregamos saldos de rubricas não plenamente utilizadas”, explicou Luciano Coutinho.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, disse que o financiamento é um dos pilares do Plano Nacional de Exportações, lançado em junho do ano passado. “Sem isso, o plano de exportações perde força. O BNDES nos dá mais energia. O que se verifica, agora, é que a demanda pelas exportações se amplia como resultado da retração no mercado doméstico e realinhamento cambial.”