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Bolsas derretem ao redor do mundo e afetam ações de montadoras

Tesla apresentou a maior queda entre as fabricantes; medo de recessão nos EUA leva mercados ao vermelho
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Ana Paula Machado

05 ago 2024

2 minutos de leitura

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A tempestade que atingiu as bolsas de todo mundo não deixou incólume as ações das principais montadoras mundiais. O dia começou com a bolsa japonesa derretendo 12,4%, atingindo o pior patamar desde 1987. As preocupações com uma possível recessão norte-americana ditaram as negociações nesta segunda-feira,5. 


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Na sexta-feira, 2, o Departamento de Trabalho nos Estados Unidos informou no Payroll que o país criou 114 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola no mês de julho, menos que o esperado pelos analistas.

A estimativa do mercado, de acordo com estimativa da LSEG (consultoria global de dados e infraestrutura de mercados financeiros), era a criação de 175 mil vagas no mês. A taxa de desemprego ficou em 4,3%, acima dos 4,1% do mês anterior. A taxa esperada pelos analistas era estável em 4,1%.


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Com a reação no Japão a abertura dos mercados no Ocidente fez com que o Cboe Volatility Index, ou VIX, subisse para seu nível mais alto desde 2020 na segunda-feira, 5. O índice, conhecido como “medidor de medo” de Wall Street, mais que dobrou para mais de 50 neste pregão. Na sexta-feira, 2, dia do Payroll, estava em cerca de 23 pontos. 

“O receio de recessão americana pelos investidores está forte. A eleição, a menos de 100 dias, pode definir rumos de como ela deve evoluir no ano que vem”, disse David Wong, consultor da Marsal & Alvarez.

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Diante deste cenário de terror, os principais índices americanos fecharam em queda expressiva. Dow Jones recuou 2,60%, S&P500 caiu 2,99% e Nasdaq, -3,45%. 

Os papéis das montadoras negociadas, principalmente em Wall Street, também fecharam em queda forte. A Tesla, inclusive, influenciou, em conjunto com as principais empresas de tecnologia, o desempenho da Nasdaq.

A montadora americana recuou 4,26%. Já a General Motors apresentou declínio de 2,96%, a Stellantis, -2,59%, Toyota, -2,70%. A chinesa BYD foi a que teve uma sessão menos estressante, apesar de fechar em queda de 1,73%. 

Tom Lee, sócio-gerente e chefe de pesquisa da Fundstrat, está mais otimista com relação à economia americana, mesmo com o “Deus nos acuda” nos mercados mundiais nesta segunda-feira. Segundo ele, o aumento acentuado no medidor de medo de Wall Street pode sugerir que um retorno à confiança do investidor ainda está no horizonte.

“Quando o VIX atinge o pico, a recuperação pode ser mais rápida”, disse Lee à rede de televisão CNBC.

* colaborou Bruno de Oliveira