“Essa alta é resultado da chegada de novos distribuidores e do aumento da nossa linha de componentes remanufaturados para pesados”, explica Sidney Aguilar Jr., gerente de vendas da organização para o aftermarket. A companhia aponta que 25% de sua produção nacional é destinada ao mercado de reposição. O objetivo é manter esta participação.
EXPECTATIVAS
A companhia transferiu sua produção no interior de São Paulo de Campinas para Itatiba há cerca de um ano, com investimento de R$ 70 milhões. A nova unidade tem potencial para abrigar futuras ampliações da capacidade produtiva.
Aguilar conta que atualmente a capacidade é de 350 mil turbos e 250 mil embreagens viscosas por ano na unidade. A fabricação de turbocompressores deve crescer ainda mais com a esperada demanda destes componentes para equipar veículos de passeio.
A BorgWarner projeta que o fluxo de pedidos para automóveis venha em 2015, às vésperas do balanço do Inovar-Auto, que impõe metas de eficiência energética para os veículos. “A maior parte das montadoras está trabalhando em motores pequenos. Sem turbo o desempenho destes propulsores não é aceitável”, avalia Lauro Takabatake, diretor de engenharia da empresa.
Diante desta mudança no perfil tecnológico dos motores de modelos leves, a companhia estima o que a indústria apresente demanda adicional de 500 mil turbos por ano. O objetivo da BorgWarner é manter a participação de 56% que já detém nas vendas destes componentes no País.
