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Pressões pelo aumento de preços em cascata são um dos efeitos desse stress no supply chain. De um lado há o avanço das matérias-primas, como o aço. Do outro, os ganhos trabalhistas. Em algumas empresas do setor só a participação nos lucros variou de R$ 4 mil a R$ 10 mil por funcionário. Houve ganhos reais de 2% a 3% nos últimos três anos, segundo a BorgWarner.
Iezzi Jr. averte que a demanda extra obriga a fazer concessões para assegurar o pronto atendimento nos fornecedores de componentes e serviços. As negociações são contínuas, já que a programação nas encomendas das montadoras oscila em quantidade e variedade.
Os contratos com as montadoras são estabelecidos em prazos de três a cinco anos e, em geral, trazem regras para garantia de fornecimento. A empresa de autopeças deve se comprometer a desconto no preço de 1% a 3% correspondente a ganhos anuais de produtividade. A cada três ou seis meses toda a planilha é corrigida para refletir os avanços cambiais e da matéria-prima.
Iezzi Jr. procura interpretar o impacto da eliminação do desconto de 40% na importação dos componentes destinados a linhas de montagem. A BorgWarner avalia a construção de uma fábrica para caixas de transmissão 4×4 e considera que a decisão vai depender do status da similaridade. Se a lista de exceções considerar que a caixa da marca será uma referência nacional, vedando importação sem tributos, a fábrica sairá com mais facilidade.
A BorgWarner fechou o primeiro semestre com produção 50% maior que a de igual período em 2009, montando 140 mil turbocompressores para o segmento de veículos Diesel e 130 mil embreagens viscosas/ventiladores. A projeção para 2010 é de um avanço de 30%.
Foto: Arnaldo Iezzi Jr., diretor geral da operação brasileira da BorgWarner.