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BorgWarner considera abertura de terceiro turno em Itatiba

Companhia estima produzir 600 mil turbos para carros de passeio no próximo ano e terá que aumentar capacidade instalada
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Ana Paula Machado

30 ago 2024

2 minutos de leitura

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A BorgWarner já estuda abrir um terceiro turno em sua fábrica de Itatiba, no interior de São Paulo, no próximo ano. Isso porque, segundo a diretora geral da unidade, Melissa Mattedi, a companhia deve produzir 600 mil turbos para carros de passeio em 2025. Neste ano, a empresa chega a marca de 570 mil a 580 mil produtos em dois intervalos de trabalho.

“Chegamos ao momento que esperávamos há anos. Começamos a fornecer turbos para montadoras de automóveis em 2014 para a Volkswagen. Em 2021, com o contrato com a Stellantis, entramos em uma rota de crescimento e desde então, crescemos quatro vezes a nossa produção e faturamento”, disse a executiva que assumiu o cargo oficialmente em abril deste ano. Mattedi é a primeira mulher a comandar a área no Brasil e no mundo, está em um seleto grupo de apenas 4 executivas que ocupam posições que antes só eram exercidas por homens. 


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Atualmente, a companhia é responsável por 50% de todo turbo instalado em motor flex que roda no Brasil. “Nossa produção é voltada para o mercado nacional. Nossas exportações não são diretas”, disse a executiva. 

O negócio de turbos, incluindo veículos pesados e leves, representam 75% do faturamento do grupo no Brasil e a perspectiva é de crescimento no mercado, podendo entrar em novas montadoras e em novos projetos. 


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“Já é comprovado que o uso do turbo contribui para a descarbonização. Com isso, ele pode ser usado em motores híbridos, que é uma das rotas tecnológicas que o Brasil está apostando. É um caminho longo e frutífero para a companhia”, disse a executiva. 

Mattedi, que está há 10 anos no setor automotivo e há 7 na BorgWarner, disse que a companhia já trabalha lá fora com montadoras que oferecem modelos híbridos o que também pode ser replicado no Brasil.

Aumento de índice de nacionalização com o Mover

“O desenvolvimento de novos turbos é realizado em conjunto com as empresas, de acordo com o modelo. Então, investimos constantemente em novos projetos”, disse a executiva. “Nos habilitamos na primeira fase do Mover (Mobilidade Verde e Inovação) como fabricantes de componentes e já estamos estudando uma nova inscrição para o desenvolvimento de novo produto.”

Segundo ela, hoje 70% dos componentes nos turbos são importados, percentual que aumentou com a entrada da companhia no mercado de leves em 2014. “Geralmente, são projetos que são desenvolvidos com as montadoras lá fora por isso esse índice de nacionalização. Mas, a tendência com o Mover é diminuir o uso de componentes importados”, ressaltou Mattedi.