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BorgWarner faz corrente de motor em Itatiba

Mesmo com a persistência da crise no setor automotivo, a BorgWarner começa a fazer novos produtos na fábrica de Itatiba, no interior de São Paulo. A companhia é a primeira empresa no Brasil a produzir correntes de sincronismo de motor, com foco em atender inicialmente a três contratos de fornecimento. O primeiro é com a Fiat, que usará o componente em seu novo motor 1.0 de três cilindros que já está em produção. A montadora deve comprar de 300 a 400 mil correntes por ano (leia aqui).
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Giovanna Riato

10 ago 2016

2 minutos de leitura

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A operação vai crescer rapidamente para atender a outros dois clientes que a BorgWarner prefere não revelar quem são no momento. Um deles, segundo a companhia, demandará altíssimo volume, de cerca de 1 milhão de correntes anuais, para atender inclusive a um projeto de exportação a outros países da América Latina. “Este espaço vai ficar totalmente ocupado em breve”, diz Wilson Lentini, que dirige a Morse Systems, divisão da companhia responsável pelo produto, ao apontar para áreas ainda vagas na planta. “Acabamos de ser nomeados e o fornecimento deve começar em pouco mais de um ano”, complementa.

Com os negócios, o executivo prevê que a companhia aumente em mais de três vezes a sua produção até 2019, quando os volumes entregues às montadoras devem alcançar o pico. Lentini avalia que há forte tendência global pelo uso de correntes de sincronismo em substituição às correias dentadas de borracha. Os componentes, segundo ele, já têm presença superior a 80% nos carros vendidos nos Estados Unidos ou na Europa. Entre as vantagens destacadas pela fabricante estão menor nível de ruído e aumento da qualidade, com baixa necessidade de manutenção. “A questão é que o projeto do motor já precisa incluir a corrente desde o início. Não dá para fazer adaptação”, esclarece.

A BorgWarner também espera aumentar nos próximos anos os volumes de vendas da divisão Thermal. A empresa investiu recentemente na modernização das linhas de montagem da operação em Itatiba, que ganhou mais robôs. A capacidade produtiva para a as embreagens viscosas Visctronic chega a 360 mil unidades por ano e a linha é líder de mercado.

MELHORA O HUMOR, MAS CRESCIMENTO FICA PARA 2018

Depois de meses de contração, Lentini aponta já perceber sinais de melhora no humor do mercado brasileiro. Ainda assim, ele acredita que a volta ao crescimento só deve acontecer em 2018. “Devemos ter estabilidade em 2017”, projeta. Para o executivo, a volta aos patamares recorde de 3,8 milhões de veículos anuais só acontecerá entre 2021 e 2022. “Mas temos que lembrar que o Brasil é um país de soluços. Algumas mudanças ou medidas podem provocar a volta dos volumes bem antes disso. Temos demanda reprimida”, avalia.