
Para atender a demanda esperada, nos próximos três anos serão investidos R$ 20 milhões na planta de Campinas, junto à sede da companhia, para desenvolvimento de produtos e melhorias de processos. Está prevista a volta do terceiro turno na produção.
Arnaldo Iezzi Jr., diretor geral da unidade brasileira do Grupo BorgWarner, explica que este é o maior investimento na planta de Campinas em toda a sua história e visa ao lançamento de novos produtos. “Vamos atualizar os processos de manufatura para adequação à lei de emissões Euro ” – afirmou, assegurando que a iniciativa demonstra a confiança da matriz na operação local.
Contratos firmados no valor de R$ 100 milhões justificam o otimismo vigente na BorgWarner. São pedidos de turbocompressores e ventiladores com embreagens viscosas para atender a nova legislação de emissões Euro 5.
“Há outros R$ 60 milhões em novos negócios sendo discutidos com nossos clientes” – diz Arnaldo, que iniciou estudos de viabilidade para trazer outras linhas de produtos ao Brasil, como válvulas e módulos EGR e o dual-clutch (dupla embreagem) para veículos de passeio.
As vendas da BorgWarner somarão R$ 200 milhões este ano, ficando 20% abaixo de 2008 anterior. O fator positivo, porém, é que as vendas cresceram 30% no segundo semestre.
“O estímulo do governo ao setor de veículos pesados ajudou bastante neste final de ano. Novembro foi mês de recordes em 2009 e dezembro fechará como o melhor da história da empresa” – finaliza o diretor geral da BorgWarner Brasil.
O Grupo BorgWarner, de Auburn Hills, Michigan, nos Estados Unidos, é especialista em produtos e sistemas para powertrain, com 60 fábricas e centros de desenvolvimento em 18 países.