
Segundo a companhia, as vendas para as áreas de bens de consumo, energia, tecnologia predial e tecnologia industrial caminharam bem. As exportações feitas a partir da América Latina cresceram 22% ao longo de 2015. Com isso, as entregas internacionais alcançaram participação de 30% no faturamento.
O Brasil, mesmo em crise, continuou como o principal mercado da empresa na região. O país respondeu por 50% do volume de vendas do ano passado, o que equivale a R$ 4,7 bilhões. Deste total, 30% foram destinados à exportação a outros mercados do continente, além de Estados Unidos e Europa, entre outras regiões.
Apesar de ter registrado resultado positivo, a Bosch reconhece que o momento é de fortes desafios. “Acreditamos que a estabilidade política é crucial para retomar o crescimento da economia e recuperar a credibilidade dos investidores e dos consumidores”, aponta em comunicado Besaliel Botelho, presidente do Grupo Bosch América Latina.
EXPECTATIVAS
O aprofundamento da crise no Brasil não deve frear os negócios da empresa. A expectativa da Bosch para 2016 é de crescimento moderado puxado pelo aumento das exportações, que tem câmbio favorável. Outro fator positivo é a perspectiva de crescimento dos negócios não automotivos.
A evolução eve ser amparada pelo investimento de R$ 150 milhões que a companhia projeta para a América Latina este ano. O aporte, que tem como principal foco a modernização das linhas de produção, dá continuidade ao R$ 1,7 bilhão aplicado pela empresa na região nos últimos 10 anos.