
Ele estima que, apesar de a injeção direta de combustível oferecer economias de até 15% no consumo de combustível, os componentes usados no sistema não terão produção nacional tão cedo porque não há volume para isso. “A nossa nova solução utiliza partes e peças que já são feitas no Brasil”, conta, explicando que a própria companhia produz os componentes necessários.
Para alcançar o índice de redução no consumo apontado pela Bosch, o motor precisa incorporar quatro sistemas: dupla injeção, taxa de compressão elevada, injeção com abertura da válvula e o chamado PFI Scavenging, em que ar é injetado junto com o combustível no cilindro. O Suzuki Swift 1.2 Dualjet é o primeiro carro vendido no Brasil a incorporar a solução, ainda que parcialmente. “O modelo ainda não combina as quatro iniciativas, apenas uma parte delas”, explica Leder.
A Bosch vem apresentando a novidade aos clientes no Brasil, mas o sistema tem algumas limitações. A primeira delas é que o Advanced PFI só pode ser incorporado em motores turboalimentados. A tecnologia é pouco presente nos carros fabricados no Brasil, mas a tendência é que este cenário mude nos próximos anos. “Já existem duas empresas que vão produzir turbos (para veículos leves) no Brasil”, lembra Leder, referindo-se à BorgWarner e Honeywell.
Outro aspecto importante é que, ao menos por enquanto, o sistema alternativo à injeção direta só funciona em propulsores a gasolina. “Estamos trabalhando no flex e devemos incorporar em um veículo para demonstração em breve”, assegura o executivo.
