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Bosch apresenta injeção direta flex

A Bosch, uma das empresas presentes no 21° Congresso SAE, que acontece até 4 de outubro em São Paulo, prevê que em 2020 cerca de 95% da frota mundial ainda seja movida a motores de propulsão a diesel, gasolina, gás ou biomassa, como etanol. Durante o evento, em seu estande, a empresa deixou claro que continuará a investir em novas tecnologias de powertrain, com o objetivo de reduzir os níveis de CO2 e consumo de combustível. Uma de suas novas apostas é a injeção direta flex, para motores bicombustíveis, que segundo a Bosch proporciona maior torque e potência com menor consumo e emissão. E mais: pode vir ser uma alternativa para ajudar as montadoras no Brasil a melhorar a eficiência energética dos veículos, como exige o novo regime automotivo.
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Redação AB

03 out 2012

2 minutos de leitura

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De acordo com Martin Leder, chefe de engenharia avançada da Bosch, a injeção direta bicombustível, que vem de encontro com uma demanda do mercado, já proporciona economia em torno de 15% no consumo e torque até 5% maior.

O sistema funciona da seguinte maneira: nos motores bicombustíveis com injeção direta, a mistura ar/combustível se forma diretamente na câmara de combustão. Como resultado, há uma melhor pulverização do combustível e queima mais eficiente, gerando torque e potência maiores. “A medição precisa, a preparação, e a distribuição do ar admitido e do líquido injetado em cada tempo de combustão resultam em um menor consumo e um nível mais baixo de emissões de poluentes”, detalha Leder.

A injeção direta para motores ciclo otto só está disponível por enquanto nos mercados europeus e da América do Norte em motores com gasolina pura (E0) ou abastecidos a gasolina com 85% de etanol (E85). “O desafio é desenvolver um sistema capaz de operar com os combustíveis brasileiros (E22 e E100) e que proporcione os mesmos ganhos de eficiência e consumo que a gasolina”, admite Leder. Ele diz que ainda não existem veículos com injeção direta que trabalhem com a E100 (100% etanol), mas assegura que a Bosch já está trabalhando no desenvolvimento dessa tecnologia junto às montadoras instaladas no Brasil.