
De acordo com Martin Leder, chefe de engenharia avançada da Bosch, a injeção direta bicombustível, que vem de encontro com uma demanda do mercado, já proporciona economia em torno de 15% no consumo e torque até 5% maior.
O sistema funciona da seguinte maneira: nos motores bicombustíveis com injeção direta, a mistura ar/combustível se forma diretamente na câmara de combustão. Como resultado, há uma melhor pulverização do combustível e queima mais eficiente, gerando torque e potência maiores. “A medição precisa, a preparação, e a distribuição do ar admitido e do líquido injetado em cada tempo de combustão resultam em um menor consumo e um nível mais baixo de emissões de poluentes”, detalha Leder.
A injeção direta para motores ciclo otto só está disponível por enquanto nos mercados europeus e da América do Norte em motores com gasolina pura (E0) ou abastecidos a gasolina com 85% de etanol (E85). “O desafio é desenvolver um sistema capaz de operar com os combustíveis brasileiros (E22 e E100) e que proporcione os mesmos ganhos de eficiência e consumo que a gasolina”, admite Leder. Ele diz que ainda não existem veículos com injeção direta que trabalhem com a E100 (100% etanol), mas assegura que a Bosch já está trabalhando no desenvolvimento dessa tecnologia junto às montadoras instaladas no Brasil.