Os trabalhadores da Bosch de Campinas aprovaram propostas de redução de jornada e salários. A fabricante de autopeças afastou parte dos trabalhadores por dois meses pela suspensão temporária dos contratos de trabalho (layoff). Outros permanecem em atividade, mas tiveram redução de jornada de 25%, com diminuição nos salários. Esta segunda medida é válida por três meses.
Ambas as regras passam a valer a partir de 1º de maio para os trabalhadores da Bosch de Campinas. Em outras unidades a sistemista permanece em negociação: “Devido ao cenário atual decorrente da Covid-19, a Bosch está negociando com os sindicatos de cada localidade a fim de assegurar a manutenção dos empregos e a sustentabilidade dos negócios”, informou a empresa em comunicado.
A Bosch informa também que algumas unidades planejam voltam a operar, ainda que de forma gradativa ou trabalho remoto, a partir de 4 de maio. A empresa opera em 14 localidades no Brasil.
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REDUÇÕES SALARIAIS EM CAMPINAS |
Em campinas, os trabalhadores afastados cujo salário bruto vai até R$ 3,5 mil receberão ajuda isenta de impostos equivalente a 30% do salário bruto, mais ajuda governamental conforme a Medida Provisória 936, mais complemento da Bosch até que o rendimento atinja 95% do valor líquido mensal.
Nos salários brutos acima de R$ 3,5 mil também haverá ajuda isenta de impostos equivalente a 30% do salário bruto, mais ajuda governamental, mais um complemento fixo pago pela Bosch de R$ 562,42 mensais.
As regras são semelhantes para aqueles que estão trabalhando e que tiveram a jornada reduzida. Funcionários com rendimento bruto até R$ 3,5 mil terão garantidos 98% dos rendimentos líquidos. Para salários acima de R$ 3,5 mil, o funcionário receberá pagamento proporcional a 75% do salário, mais ajuda governamental pela MP 936, mais um complemento fixo pago pela Bosch de R$ 167,24 ao mês.

