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Bosch projeta crescimento de até 15% na AL

O Grupo Bosch demonstra otimismo em relação a seus negócios na América Latina em 2010. O presidente para a região, Andreas Nobis, projeta crescimento de 13% a 15%, embora as vendas não cheguem aos patamares anteriores à crise econômica mundial. O vilão principal são as exportações. “A expectativa é de que o volume total de negócios seja retomado em 2011”, afirma.
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25 jun 2010

2 minutos de leitura

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Considerando os três setores de atuação da Bosch na região – automotivo, tecnologia industrial e bens de consumo e construção — o faturamento líquido na América Latina foi 22% menor em 2009, totalizando R$ 4,3 bilhões. A empresa está presente no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Venezuela e, desde o início desse ano, também em Lima, no Peru, como parte da estratégia de fortalecer os negócios na região. Há 12.800 colaboradores em 22 localidades, dos quais 11.000 estão no Brasil.

Em 2009, o faturamento líquido do grupo no País foi de R$ 3,8 bilhões, com um recuo de 20% sobre 2008 atribuído à queda nas exportações de tecnologias automotivas para os Estados Unidos e Europa. “Em 2010, o volume de exportação deve continuar baixo devido ao custo Brasil e à valorização do real frente ao dólar”, diz Nobis.

Na América Latina a Bosch continua focada na expansão regional e na diversificação dos negócios na América Latina, onde o segmento automotivo representa 73% do faturamento do grupo. “Queremos manter e até aumentar a nossa participação no segmento automotivo, porém, estamos focados em ampliar os negócios nas áreas de bens de consumo e construção e tecnologia industrial”, afirma Nobis.


Investimento

Apesar das dificuldades no ano passado, a Bosch manteve os investimentos em pesquisa e desenvolvimento que, no Brasil, representaram cerca de 4% do faturamento do grupo no país. Para 2010, a empresa pretende manter o mesmo nível de investimento e o principal foco de são as tecnologias que contribuem para a conservação e proteção do meio ambiente, como sistemas bicombustíveis para veículos diesel e o Eco Starter, motor de partida utilizado no Start/Stop, sistema que desliga o motor automaticamente quando o veículo está parado por longo período, como no congestionamento urbano.

Para esse ano, estão previstos também investimentos da ordem de R$ 45 milhões em ativos fixos no Brasil, que incluem a modernização e ampliação da capacidade produtiva de algumas linhas de componentes automotivos, entre eles bombas de combustível e corpos de borboleta para o sistema flex.