
A Bosch deve aumentar o faturamento da sua operação na América Latina em até 12% neste ano. A informação foi revelada pelo CEO Gastón Diaz Perez na quinta-feira, 26.
A projeção, caso se concretize em dezembro, vai representar uma espécie de virada: o faturamento registrado em 2023 na região, R$ 9,8 bilhões, havia sido 5% menor do que o visto em 2022.
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De acordo com o executivo, os negócios realizados no setor automotivo são aqueles que devem impulsionar a receita da empresa neste ano. O segmento representa uma fatia de 65% da receita total da Bosch.
Já os negócios em outras verticais, como a de equipamentos industriais, por exemplo, estão estagnadas na região, de acordo com o CEO. Seria um reflexo de um arrefecimento global neste mercado, que no ano passado teve vendas 15% menores.
Mas especificamente sobre a vertical automotiva, a Bosch deve faturar mais do que no ano passado porque seus principais clientes, as montadoras, realizaram uma série de lançamentos nos últimos meses, o que eleva a demanda.
Para Bosch, fim do motor de combustão é incerto
Para criar essa oferta que atende esses lançamentos, a empresa teve de investir R$ 940 milhões no ano passado, recursos que foram aplicados no desenvolvimento de componentes para motores de combustão
“Ainda há muito o que explorar [no motor de combustão]. Não sabemos quando será o seu fim, mas precisamos seguir investindo porque é o que o mercado pede”, disse o executivo.
Ele cita como principais tendências que vão guiar projetos futuros sistemas de injeção mais eficientes, controladores de temperatura e software veicular.
A empresa segue em sua missão de formar mais profissionais de programação para suprir uma necessidade que hoje é real. Há crença de que a mudança que ocorre hoje no setor automotivo passa, principalmente, pela criação de novos sistemas.
Em sua fábrica instalada em Campinas (SP), a Bosch mantém diversas iniciativas voltadas para a capacitação de jovens na área em parceria com o Senai regional.
Para se ter uma ideia de como o tema é estratégico no contexto global da empresa, 44 mil dos 85 mil funcionários que formam o seu quadro atuam como desenvolvedores de software.
No Brasil, a empresa conta com quadro total formado por 11,5 mil funcionários. Desses, 1,1 mil são profissionais da área de sistemas, mostrando que ainda há muito espaço para crescer.
