
“A nossa estratégia de crescimento está apoiada em três pilares centrais. Já estamos olhando para 2020”, enfatiza o executivo ao citar o programa de expansão, o investimento para alcançar excelência em logística e a busca por atuação em novos segmentos. Apesar de visar o desenvolvimento da companhia no médio prazo, o plano já rendeu bons resultados para a Bosch, que concentra no aftermarket entre e 15% e 20% dos negócios da divisão automotiva.
A empresa não divulga dados internos, mas aponta que em 2014 houve aumento de cerca de 6% nas vendas de seus distribuidores para o mercado. O crescimento aconteceu mesmo diante da contração da ordem de 3% do aftermarket, conforme indicam dados do Sindipeças citados por Calixto. “Ampliar os negócios em momento de queda do mercado significa que ganhamos market share”, comemora. O executivo, no entanto, não tem um dado preciso do ganho de participação, já que o portfólio da empresa tem mais de 16 linhas de produtos, cada uma delas com uma performance específica.
Calixto avalia que o bom resultado do ano passado garantiu à companhia uma base firme para o início de 2015. “Não começamos o ano com os estoques elevados”, enfatiza. Com isso, a Bosch anotou expansão de 7% nas vendas de seus distribuidores ao aftermarket. O resultado ganha ainda mais peso diante do cenário de contração das vendas de veículos novos e, consequentemente, de autopeças originais. Calixto projeta que, mesmo que a expansão não seja tão robusta, a Bosch tende a fechar 2015 com crescimento de cerca de 5%.
O resultado não deve ser alcançado sem esforço. “Com o mercado de componentes originais contraído, é claro que as fabricantes de autopeças olham com mais cuidado para a área de reposição e aumenta a pressão por redução dos preços, mas buscamos sempre manter de forma justa”, enfatiza o vice-presidente.
