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Bosch quer duplicar presença no aftermarket

A Bosch tem metas ambiciosas para sua divisão voltada ao aftermarket. A companhia pretende duplicar sua presença no Brasil. O plano é dobrar a rede atual de 5 mil para 10 mil oficinas nos próximos seis anos. A estratégia foi revelada durante a Automec 2015, feira voltada à reposição automotiva que acontece até 11 de abril em São Paulo. Se o número se concretizar, cerca de 25% de toda a rede independente de reparação de veículos do Brasil será credenciada pela fabricante de autopeças e componentes. A informação é de Delfim Calixo, vice-presidente de aftermarket da companhia para a América Latina.
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Giovanna Riato

09 abr 2015

2 minutos de leitura

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“A nossa estratégia de crescimento está apoiada em três pilares centrais. Já estamos olhando para 2020”, enfatiza o executivo ao citar o programa de expansão, o investimento para alcançar excelência em logística e a busca por atuação em novos segmentos. Apesar de visar o desenvolvimento da companhia no médio prazo, o plano já rendeu bons resultados para a Bosch, que concentra no aftermarket entre e 15% e 20% dos negócios da divisão automotiva.

A empresa não divulga dados internos, mas aponta que em 2014 houve aumento de cerca de 6% nas vendas de seus distribuidores para o mercado. O crescimento aconteceu mesmo diante da contração da ordem de 3% do aftermarket, conforme indicam dados do Sindipeças citados por Calixto. “Ampliar os negócios em momento de queda do mercado significa que ganhamos market share”, comemora. O executivo, no entanto, não tem um dado preciso do ganho de participação, já que o portfólio da empresa tem mais de 16 linhas de produtos, cada uma delas com uma performance específica.

Calixto avalia que o bom resultado do ano passado garantiu à companhia uma base firme para o início de 2015. “Não começamos o ano com os estoques elevados”, enfatiza. Com isso, a Bosch anotou expansão de 7% nas vendas de seus distribuidores ao aftermarket. O resultado ganha ainda mais peso diante do cenário de contração das vendas de veículos novos e, consequentemente, de autopeças originais. Calixto projeta que, mesmo que a expansão não seja tão robusta, a Bosch tende a fechar 2015 com crescimento de cerca de 5%.

O resultado não deve ser alcançado sem esforço. “Com o mercado de componentes originais contraído, é claro que as fabricantes de autopeças olham com mais cuidado para a área de reposição e aumenta a pressão por redução dos preços, mas buscamos sempre manter de forma justa”, enfatiza o vice-presidente.