
Fornecedores investem muito em microchips de carboneto de silício para atenderem as montadoras de veículos elétricos. São bilhões de dólares em investimentos para garantir um estoque deles ou até mesmo fabricar o componente. A Bosch, por exemplo, está no meio de uma expansão de US$ 274,5 milhões da sua fábrica de semicondutores em Reutlingen, Alemanha.
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A unidade tem sido um centro para os negócios de microchip da Bosch desde a década de 1970. Mas, agora, foi preparada para fabricar mais chips de carboneto de silício, segundo o site Automotive News.
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A fabricante também comprou a TSI Semiconductors, sediada na Califórnia, nos Estados Unidos. A Bosch disse que gastará US$ 1,5 bilhão para atualizar a instalação e torná-la um centro de produção de chips até 2026.
“Estamos investindo pesadamente em espaço e máquinas apenas para poder atender às demandas dos clientes, que são mundiais porque todos querem eletrificar”, disse Patrick Leinenbach, vice-presidente sênior de operações de semicondutores da Bosch. “E se você quiser fazer isso com seriedade, terá que usar chips de carboneto de silício”, completou.
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O carboneto de silício não é algo novo, mas entrou no radar da indústria automobilística nos últimos anos.
Isso porque o material, na comparação com o silício, permite um carregamento mais rápido das baterias por ser mais estável em altas tensões. Também ocupa menos espaço do que os chips de silício e é mais eficiente.