Para o banco, o fluxo de investimentos externos no Brasil continuará forte: em 2010 devem chegar nada menos do que US$ 45 bilhões.
A preocupação fica com um recrudescimento da inflação, projetada para 2010 em 4,70% pelo Depec. Esse efeito acontecerá em um cenário de expansão do consumo interno, com uma elevação no nível de confiança do consumidor, do aumento do crédito e do emprego.
A balança comercial este ano deve fechar com um saldo de R$ 25 bilhões a R$ 26 bilhões. A China assume a posição de principal parceira comercial do Brasil, com 15,2% dos negócios, seguida dos Estados Unidos (13,2%) e da Argentina (8,2%).
Fabiana D’Atri, economista e analista da área internacional, reforça a idéia de que o Brasil foi um dos primeiros países a escapar dos efeitos da crise financeira.
“O País passou pela maior e mais curta recessão de sua história” – avaliou, durante fórum sobre tendências no setor automotivo realizado em Belo Horizonte dia 25 de novembro, na Casa de Cultura Fiat. O encontro foi promovido pela SAE Brasil.
Para o próximo ano o Depec projeta uma evolução de até 4% no PIB global, que este ano deve anotar uma retração de 0,5% a 1%.
“A perda de consumo nos Estados Unidos não está sendo compensada pela revitalização da economia nos emergentes, nem mesmo com o avanço da China” – assegurou. Ela projeta um crescimento da China da ordem de 8,5% este ano e nos próximos.