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Bradesco reavalia os cenários da economia

A divulgação dos dados do PIB do quarto trimestre e as primeiras evidências da atividade econômica neste começo de ano levaram o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco a reavaliar os seus cenários para 2010 e 2011. Em linhas gerais, os dados divulgados reforçaram a visão do banco de que o crescimento da economia brasileira será bastante forte neste ano, se aproximando de 6,4%, com destaque para os investimentos, cuja difusão será uma das maiores dos anos recentes, e o consumo das famílias.
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05 abr 2010

2 minutos de leitura

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Segundo o boletim do Bradesco de 5 de abril, as implicações mais diretas desse forte crescimento continuam sendo um aprofundamento do déficit externo, que deverá ser de 2,5% do PIB, e um aumento na inflação, que ficará ao redor de 5,5% no caso do IPCA, requerendo certa dose de elevação dos juros (350 p.b.) por parte do Banco Central ao longo deste e do próximo ano, com início previsto já a partir da reunião deste mês (75 p.b.).

O financiamento do déficit externo continua assegurado, na visão do banco, mas as incertezas ainda presentes no mundo, em especial no que diz respeito à piora na posição fiscal dos países desenvolvidos, fazem crer que a taxa de câmbio poderá refletir essa maior incerteza e caminhar na direção de alguma depreciação até o final de 2010 (R$/US$ 1,90), uma vez que o fluxo cambial deverá ficar próximo do equilíbrio, ao contrário dos superávits abundantes dos últimos anos.

Para o Bradesco, o cenário internacional segue incerto. Nos últimos meses, o foco da incerteza migrou de uma preocupação mais intensa com um eventual desaquecimento da China ou uma fraqueza mais permanente da economia norte-americana para uma preocupação mais concentrada nos riscos fiscais da Europa, mitigados nos últimos dias pelo acordo entre os países membros e o FMI para ajudar a Grécia em caso de necessidade.

Os dados da China em geral seguem apontando forte crescimento, em ritmo suficiente para manter aquecidas as exportações dos países emergentes, que podem ser favorecidas pela apreciação cambial esperada para os próximos meses na China. No caso dos EUA, a recuperação industrial parece seguir seu curso, por ora, concentrada na recomposição de estoques mas a próxima etapa será de criação de empregos.

Os resultados das empresas nos EUA têm sido positivos — o setor exportador terá um desempenho razoável e, consequentemente, o emprego deverá começar a se recuperar. Isso fez o Bradesco revisar a projeção para o crescimento norte-americano de 2,5% para 2,9% neste ano, de tal forma que o crescimento do PIB mundial ficará ao redor de 4,1% contra os 4,0% esperados anteriormente.