A Mahindra, que não conseguiu decolar no Brasil e vem se limitando à produção de quatro dezenas de veículos por mês, enfrentará novas dificuldades com a mudança no regime automotivo. Embora a manufatura ocorra em Manaus, beneficiando-se da isenção de impostos de importação, a empresa arcará com o pagamento de 30 pontos extras do IPI como suas demais concorrentes no país que não chegarem a 65% de conteúdo regional e comprovarem a realização de grande parte da operação de manufatura no país e investimentos em pesquisa e desenvolvimento.
A empresa, associada à Anfavea, produz três modelos que levam a marca Mahindra: SUV (utilitário esportivo), picape cabine dupla e picape chassi, que compartilham o mesmo motor diesel e têm tração 4X4. A montagem é feita pela Bramont, que acaba de anunciar a venda de 70% do capital para a Gildemeister, multinacional chilena responsável pela comercialização da maioria dos produtos da Mahindra no mercado internacional. O valor da negociação não foi divulgado.
A Bramont monta e distribui os utilitários indianos no Brasil desde 2007. As cabinas são montadas integralmente, com pintura e acabamento, na Automotiva Usiminas, em Pouso Alegre, MG, a partir de peças estampadas na Índia. A Bramont possui outras operações industriais e comerciais na área de motocicletas, tratores e máquinas.