
Responsável pelas atividades na América do Sul e Compras do Grupo Volkswagen, o executivo esteve em São Bernardo do Campo para participar das comemorações dos 50 anos da revitalizada fábrica Anchieta.
“O Grupo Volkswagen considera o Brasil como um mercado com oportunidade de crescimento sustentável nos próximos anos. A operação local poderá atingir antecipadamente seus objetivos de vendas” – disse o executivo. Para ele, as vendas da marca no País podem somar um milhão de veículos a partir de 2014.
“Nossas vendas no Brasil alcançaram nos últimos anos a terceira posição entre os maiores mercados do grupo, atrás somente da China e Alemanha. Acreditamos na continuação desse desempenho com taxas de crescimento da ordem de 4% a 5% ao ano. Por isso, pensamos em investir continuamente em produtos e capacidade produtiva no País”, afirmou Garcia Sanz.
As vendas internas da marca registraram crescimento da ordem de 70% nos últimos três anos, passando de 350.500 veículos, em 2005, para 585.000 unidades, em 2008.
De janeiro a setembro de 2009 os emplacamentos de automóveis e comerciais leves da Volkswagen avançaram mais de 12% em comparação ao mesmo período de 2008, saltando de 458.454 veículos, no ano passado, para 514.447, em 2009. A expansão é maior do que a média do mercado brasileiro, que no período cresceu 5%.
“A performance foi possível graças ao realinhamento de objetivos, investimento em processos e lançamento de novos produtos como o Novo Gol e o Voyage, que recolocaram a marca no topo do mercado brasileiro de automóveis”, destacou Thomas Schmall, presidente da Volkswagen do Brasil.
Ele vai estimular vendas no segmento de comerciais leves, com a Nova Saveiro, lançada em agosto, e a picape Amarok, que virá no primeiro trimestre do próximo ano. Schmall promete também outras novidades para o consumidor brasileiro em 2010.
Garcia Sanz garante que o Grupo Volkswagen está confiante no Brasil, que segue uma firme trajetória de desenvolvimento sustentável, em razão da estabilidade política e econômica do País. “A reação do governo brasileiro durante a crise foi muito rápida e precisa. A redução do IPI estabilizou o mercado. Esse tipo de ação atrai investimentos”, avaliou.
“Quando o Grupo Volkswagen realiza investimentos, é sempre observada a competitividade de um país e os acordos com os sindicatos são especialmente importantes aqui. É absolutamente necessário compreender que nós precisamos fazer uso de toda a capacidade de nossas fábricas com a finalidade de amortizarmos os caros investimentos que fazemos”, acrescentou Garcia Sanz.
A força de trabalho da Volkswagen do Brasil cresceu para acompanhar o ritmo de crescimento. O número de colaboradores aumentou cerca de 15% desde 2006 e chegou a 21.600 em setembro.