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Giovanna Riato, AB
A Fenabrave, federação dos distribuidores de veículos, divulgou nesta quarta-feira, 5, o novo recorde de vendas da indústria brasileira do setor. Foram comercializadas 3,515 milhões de unidades em 2010, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.
O resultado representa um avanço de 11,9% sobre o volume registrado em 2009, quando os emplacamentos chegaram a 3,140 milhões de unidades. Se forem considerados apenas veículos leves, o total de vendas foi 3,329 milhões de unidades.
O setor de caminhões cresceu 44,4% na comparação com o ano anterior, chegou perto da marca de 160 mil unidades, projetada por muitos fabricantes, e comercializou 157.633 veículos. As vendas de ônibus chegaram a 28.317, expansão de 25,3% na comparação com 2009.
2011
Depois do ritmo aquecido de 2010, o presidente da Fenabrave, Sergio Reze, espera uma expansão mais branda este ano. “Crescer perto de 5% ainda é espetacular. Esperamos um avanço mais moderado para não desajustar a economia nem a produção”, explica. Segundo ele, a principal queda no ritmo deverá ficar para o segmento de veículos leves , com projeção de avançar 4,2% em 2011, para 3,468 milhões de unidades.
Já a venda de veículos comerciais continuará crescendo a passos largos. A entidade espera alta de 15,2% no emplacamento de caminhões, com 181.593 veículos, e expansão de 10,3% nas vendas de ônibus, para 31.234 unidades.
Crédito
No início de dezembro o Banco Central passou a exigir mais garantias para financiamentos com mais de 24 meses sem entrada, além de depósitos compulsórios maiores das instituições financeiras. A Fenabrave não espera que o maior rigor para a liberação de crédito tenha um impacto forte sobre as vendas.
Levantamento da entidade indica que, apesar do prazo médio de financiamento ser 44 meses, poucos consumidores permanecem tanto tempo com o veículo. “A maioria dos clientes vende o carro após cerca de dois anos”, conta Reze. O hábito é uma adaptação brasileira do leasing operacional, disponível em alguns mercados mas não no País.

