
O Estado mais rico e com a maior frota de automotores do País, cerca de 23 milhões de veículos, São Paulo mais uma vez foi recordista de arrecadação: R$ 11 bilhões no ano passado.
Na sequência aparece Minas Gerais, com R$ 3,1 bilhões, seguido pelo Rio Grande do Sul, com R$ 1,8 bilhão. Roraima apresentou a menor arrecadação do País, com R$ 33 milhões.
O estudo do IBPT mostra que Estados menos populosos, como Rio Grande do Sul, Paraná e Distrito Federal, receberam mais do que outros com mais habitantes, como a Bahia, que concentra a 4ª maior população do Brasil, mas aparece na 7ª colocação em valores obtidos com o IPVA.
O presidente do IBPT, João Eloi Olenike, observa que, apesar do Estado do Paraná ter a 6ª maior população do País, possui a 3ª maior frota de carros, composta por mais de 5 milhões de veículos. De acordo com o executivo, essa diferença pode sinalizar uma migração de contribuintes aos Estados que oferecem as menores alíquotas do IPVA. “A diferenciação de tratamento ao tributo entre vários Estados pode, em menor escala, ser tratada como uma guerra fiscal, intencional ou não, para atrair mais contribuintes do imposto”, afirma Olenike.
O estudo indica ainda que, em média, cada brasileiro paga R$ 138,76 de IPVA, sendo este o segundo tributo de maior arrecadação, perdendo apenas para o ICMS, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. Em São Paulo, a média foi de R$ 271,47; no Distrito Federal, R$ 208,78; e em Santa Catarina, R$ 178,66. A menor arrecadação do IPVA por habitante ocorreu no Maranhão, onde cada contribuinte recolheu, em média, R$ 36,43.
Veja o estudo completo do IBPT aqui.