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Brasil: carros com mais impostos e mais lucrativos?

O jornalista Joel Leite comenta em matéria da agência Auto Informe que os fabricantes de veículos locais não perdem oportunidade para criticar os altos impostos aplicados sobre veículos no Brasil. Pior: chutam alto o percentual de imposto incidente no carro brasileiro. O presidente de uma montadora disse no início deste mês que o imposto do carro é “35%”. Não é verdade, segundo Joel Leite: só paga essa faixa de percentual carro luxuoso e potente, com motor acima de 2000cc. O carro pequeno, que é a maioria das vendas, tem IPI de 7% e carga total de 27,1%. “É um imposto altíssimo, não há dúvida, mas pago somente pela elite social: ora, menos de 2% da população brasileira tem acesso ao carro zero!” Os fabricantes não revelam qual a margem de lucro que praticam no Brasil. Por isso, fica, no mínimo, uma grande dúvida (pra não dizer uma ‘grande suspeita’) sobre os motivos do carro brasileiro custar caro. Joel Leite lembra que em 2001 o imposto sobre o modelo a gasolina era 33%. Hoje o carro flex paga 29%. O imposto dos carros na faixa entre 10001cc e 2000cc também ficou mais barato nos últimos sete anos, mesmo período em quem o preço médio do carro subiu 100%: em 2001 o imposto para carro a gasolina era 33,3%; hoje é 30,4%. O modelo álcool pagava 30,8% em 2001 e hoje o flex recolhe 29,2%. O imposto ainda é muito alto; mas é menor hoje do que há sete anos, período em que o carro subiu até 120%.
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cria

25 set 2008

1 minutos de leitura