
A Rússia também apresentou queda expressiva, de 40,8% para 57,1 mil unidades. O tombo foi maior do que o das vendas totais, que diminuíram 37,1%. A companhia encontrou ainda dificuldades no mercado Argentino. Diante do cenário econômico incerto, a montadora decidiu reduzir seus volumes de importação e, portanto, suas vendas no país, que encolheram 39,8% para apenas 31,8 mil unidades.
Apesar das dificuldades, na análise da companhia o desempenho foi positivo no período. “Neste primeiro semestre de 2015 fortalecemos sensivelmente nossa posição na Europa e conseguimos amortecer a queda dos mercados russo e brasileiro. Estes resultados demonstram que somos menos dependentes de um ou outro mercado e que sabemos aproveitar oportunidades onde quer que elas se encontrem”, apontou em comunicado Jérôme Stoll, membro do diretor comercial do Grupo.
O desempenho quase estável no semestre na comparação com a primeira metade de 2014 foi mantido por causa do bom resultado da companhia na Europa, onde a Renault vendeu 849 mil veículos, entre carros de passeio e utilitários, com crescimento de 9,3%, superior ao do mercado da região, que avançou 8,5% no período.
A montadora destaca ainda ter aproveitado oportunidades em outros mercados em crescimento, como Turquia, Romênia e Argélia, países onde registrou crescimento de dois dígitos. Na América do Sul, a Colômbia também sobressaiu. O Grupo alcançou 17,6% de participação ali, um ponto porcentual acima do primeiro semestre de 2014.
As vendas permaneceram no mesmo patamar na região que inclui África, Oriente Médio e Índia, com leve alta de 0,7% para 150,7 mil veículos. Na Ásia e Pacífico os resultados pioraram, com redução de 5,6% no volume de emplacamentos, para 53,6 mil. A baixa foi puxada pela China, onde as vendas recuaram 45,5% enquanto o lançamento de um veículo produzido na região não acontece, ação que está prevista para 2016.
PERSPECTIVAS
O Grupo Renault espera manter o crescimento até o fim do ano, com performance apoiada no fortalecimento da demanda na Europa, onde está prevista expansão de 5% nas vendas totais. A expectativa da companhia para o mercado global ficou menor, com crescimento em 2015 estimado em 1% no lugar dos 2% previstos anteriormente. A redução reflete a desaceleração do crescimento econômico da China e as condições ruins na América Latina e na Rússia.