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Brasil de olho no mercado de etanol nos EUA

Em algumas semanas a Agência Americana de Proteção Ambiental dos Estados Unidos divulgará regras que poderão abrir um mercado potencial de 15 bilhões a 40 bilhões de litros de etanol para o Brasil nos próximos 12 anos.
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14 out 2009

2 minutos de leitura

A notícia do Estadão é assinada por Renée Pereira.

Há ainda conflitos entre os dois países, já que existem muitos interesses envolvidos na questão. O relatório da EPA afirma que o etanol brasileiro se enquadraria como combustível avançado e deveria reduzir em 44% a emissão de gases do efeito estufa.

O número é contestado pelo Brasil. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única) está empenhada em demonstrar que o etanol contribui na verdade com 69%. Um estudo está sendo levado à agência norte-americana, com suporte da Unicamp e Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais.

Se a Unica for bem sucedida, o etanol poderia suprir um mercado de 15 bilhões de litros nos Estados Unidos, reservado para os combustíveis avançados. O volume é três vezes maior que todo álcool exportado pelo Brasil no ano passado, de 5,1 bilhões de litros, dos quais 1,5 bilhão foi para os Estados Unidos.

O objetivo da Unica é incluir o etanol não apenas como combustível avançado, mas criar condições para que possa ocupar espaço do etanol de celulose, que tende a custar mais. O mercado para esses biocombustíveis começa no ano que vem, com 380 milhões de litros, e atinge, em 2022, 60 bilhões de litros.

A metodologia para calcular a redução de emissões considera também os efeitos indiretos da produção do etanol, como o efeito do uso da terra e expansão sobre outras culturas e terras virgens. Há outras questões envolvidas, como a queima do bagaço para produção de eletricidade.

Tudo somado, especialistas brasileiros entendem que a EPA deveria pular de 44% para 69% na avaliação da redução de emissões proporcionada pelo etanol.