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Brasil deve exportar apenas 13% dos veículos produzidos

Em três anos 320 mil carros brasileiros deixaram de circular pelas ruas de vários países que antes importavam modelos fabricados no País. Dólar desvalorizado, custos altos e mais recentemente a crise global estancaram as exportações das montadoras, que chegaram a vender ao exterior 35% da produção. Este ano, o índice não deve passar de 13%, provocando dificuldades à escala produtiva. A notícia é da jornalista Cleide Silva, no Estadão de domingo, que faz uma ampla análise sobre as dificuldades enfrentadas pelo setor automotivo na área de exportações.
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cria

23 mar 2009

1 minutos de leitura

“A exportação é um pulmão para a empresa”, disse a ela Thomas Schmall, presidente da Volkswagen, maior exportadora de automóveis do Brasil, que tenta manter presença no mercado externo. A empresa perdeu importantes contratos como o de 100 mil unidades anuais do modelo Fox para a Europa, além de vendas do Gol para a China. Em 2008, exportou 180 mil veículos, número que cairá para 160 mil este ano.

Só no primeiro bimestre, o volume de veículos exportados por todas as marcas foi 57% menor ante igual período de 2008, com apenas 49.778 unidades.

Marcelo Cioffi, da consultoria PricewaterhouseCoopers, diz que a exportação é fundamental na decisão de investimentos, principalmente diante da estratégia global de buscar países de baixos custos para concentrar a produção. “O mercado interno é importante, mas as empresas olham também para a condição de exportação para justificar investimentos.”