
O Brasil está prestes a se tornar o principal mercado de caminhões da Mercedes-Benz no mundo. A afirmação é de Achim Puchert, CEO da Mercedes-Benz Trucks.
“O Brasil tem chances de se tornar o mercado número um ainda neste ano para a marca Mercedes. A Europa é a maior região (para a empresa) e existe uma discussão se Alemanha ou Brasil pode ser o maior mercado para nós”.
“Comparado com a Europa, onde há muito mais incertezas, o Brasil está numa situação mais favorável”, completou Puchert, que presidiu a operação de caminhões da Mercedes-Benz do Brasil de 2022 a 2024.
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O executivo, inclusive, veio para cá apenas para participar do lançamento do novo Axor, o qual chamou carinhosamente de “meu bebê” por ter participado do projeto.
Mercedes-Benz cresceu operação de caminhões no Brasil
A Mercedes-Benz teve um desempenho elogiável no primeiro semestre de 2025. A marca emplacou 12.910 unidades no período. O volume representou alta de 13% em relação aos seis primeiros meses do ano passado.
De quebra, a montadora conquistou 25% de participação de mercado – crescimento de 3,6% frente ao primeiro semestre de 2024.
A boa fase faz com que se pense em investimentos no país. Perguntado sobre a possibilidade, Puchert disse que a empresa “nunca deixou de investir” na operação brasileira. O executivo sugeriu que um novo ciclo pode ser anunciado em breve, mas não confirmou quando (e se) isso vai acontecer.
Empresa vive fases turbulentas na Alemanha e nos EUA
O CEO da Mercedes-Benz Trucks disse que o mercado alemão vive uma fase turbulenta por vários motivos.
“Na Alemanha existe inflação, aumento nos custos e incertezas por conta da guerra da Rússia. No topo de tudo ainda estão as discussões sobre tarifas e esse vai-e-vem (das taxas estabelecidas pelos Estados Unidos). Tudo isso cria incertezas que não nos ajudam”.
Por falar em Estados Unidos, Achim afirmou que a situação não é confortável por lá. A Daimler Trucks é dona da Freightliner, que lidera o segmento de caminhões extrapesados no país.
A marca mantém quatro fábricas na América do Norte, sendo duas nos EUA e as demais no México. Além disso, vários fornecedores produzem peças fora dos Estados Unidos. Portanto, estão sujeitos às tarifas “turbinadas” do governo Trump.
Informalmente, ainda existe a expectativa de que o presidente mude de ideia, já que os novos impostos só entram em vigor em agosto.
