A princípio, o grupo de trabalho deve tratar primeiro das 31 normas diferentes relativas à segurança durante seis meses. Depois desse período, pretende avançar sobre os demais temas.
“O memorando vai possibilitar que as equipes do Brasil e da Argentina já comecem os trabalhos, para que tenhamos regulamentos similares para o setor automotivo. Temos a expectativa de que, com o ambiente de negócios melhor, possamos ter mais investimentos”, declarou o ministro Marcos Jorge. |
O debate sobre a uniformização das regras se intensificaram no ano passado. A Argentina tornaria o controle de estabilidade (ESC) obrigatório no começo deste ano para carros novos, mas decidiu adiar a medida para 2020, a fim de se alinhar com o cronograma do Brasil.
“A convergência regulatória vai facilitar o acesso ao mercado em ambos os países. É um acordo muito importante para os próximos anos, para a eliminação de barreiras”, disse o ministro argentino.
Para o presidente da Anfavea, Antonio Megale, o acordo representa um passo importante para aprofundar mais as relações entre os dois países, principalmente no que diz respeito à integração produtiva entre as indústrias. “Esta convergência cria oportunidade para ganhos de competitividade e até mesmo de melhora de custos e investimento”, afirmou Megale.