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Brasil e Argentina disputam investimentos da FPT

Fabricante vai nacionalizar produção de motores a gás para atender demanda crescente na região
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Ana Paula Machado

26 set 2023

2 minutos de leitura

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Brasil e Argentina disputam investimentos em uma nova linha de motores da FPT. Ao fim do próximo ano, a companhia vai nacionalizar a produção dos propulsores movidos a gás para abastecer a América Latina.

O presidente da empresa, Marco Rangel, disse que a FPT estuda em qual das duas fábricas, em Sete Lagoas (MG) e em Córdoba, será instalada a nova linha. 

“Se formos analisar pelo mercado, a unidade do Brasil seria a escolha certa, mas estamos avaliando outros fatores, como as linhas de produção existentes nas duas fábricas”, disse Rangel, à Automotive Business, durante o #ABX23.

“Hoje, produzimos os motores maiores na Argentina e, no Brasil, aqueles para os veículos leves. A decisão, de onde será e os recursos necessários, deve ser tomada até o primeiro trimestre do ano que vem.”


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Atualmente, segundo Rangel, esses motores são importados da fábrica de Turim na Itália. Com a expectativa de avanço desses equipamentos na América Latina, a ideia da FPT é trazer essa produção para mais perto da demanda. 

“A nossa estimativa é de que, em cinco anos, os motores a gás devem ter uma participação de mercado de até 5%. Em 2030, essa fatia será de 11% na América Latina”, afirmou o executivo. Segundo ele, hoje existem rodando na América Latina cerca de 3,5 mil motores a gás da FPT. 

Produção irá abastecer Peru, Colômbia e Chile

Para ele, esta é a melhor solução para reduzir as emissões de gases poluentes em veículos pesados. Rangel ressaltou que motores elétricos em caminhões devem ser usados em operações dedicadas e em pequenas distâncias. Isso porque, segundo o executivo, os investimentos em infraestrutura de recarga são altos. 

“Já para motores a gás há uma infraestrutura, não há muito investimento a ser feito. Por isso, acreditamos que esse mercado vai crescer na região. A linha desses motores vai abastecer, além do Brasil e Argentina, o Peru, a Colômbia e o Chile”, afirmou Rangel. 

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