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Brasil e Argentina perto de definir acordo automotivo

Uma nova reunião entre Brasil e Argentina marcada para a quarta-feira, 4, deverá concluir os rumos do acordo automotivo entre os dois países, cujo pacto atual expira no dia 30 deste mês. Segundo comunicado do Ministério da Indústria argentina, divulgado após o encontro dos ministros da pasta de ambos os países, na segunda-feira, 2, em Brasília, houve avanço nas tratativas: Mauro Borges e Débora Giorgi concordaram sobre a importância de acertar os últimos aspectos das negociações neste próximo encontro, desta vez a ser realizado na capital Buenos Aires.
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Redação AB

03 jun 2014

2 minutos de leitura

Em reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, fontes argentinas envolvidas nas negociações afirmaram que o Brasil já teria concordado em restabelecer o mecanismo denominado “flex”, que é o número que se aplica sobre as exportações efetivamente realizadas, para definir o limite das importações sem pagamento de imposto de importação. Ainda segundo a reportagem, pelo novo acordo, o flex ficaria entre US$ 1,60 a US$ 1,70.

A princípio, a Argentina tinha proposto que para cada dólar exportado em produtos automobilísticos ao Brasil, poderia importar US$ 1,30. No fim do mês passado, os setores privados e os governos dos dois países mantiveram rodadas intensas de negociação que ficaram travadas por causa do flex, que foi um instrumento que vigorou até junho passado, quando o comércio foi liberado. Seu retorno era rejeitado pela Anfavea, associação das montadoras no Brasil, que apresentou ao governo brasileiro um pedido de prorrogação do acordo por dois anos do jeito que está, sem o flex. Há três semanas, o ministro do MDIC antecipou a intenção de prorrogar por um ano o acordo bilateral e sinalizou que o Brasil poderia aceitar a volta do flex, desde que não seja de US$ 1,30 como pedia a Argentina e para algo perto de US$ 1,95.

Além do acordo automotivo, os governos se comprometeram a compor pelos próximos quatro meses uma lista de autopeças que podem ser fabricadas e homologadas no bloco regional e quais devam ser importadas com o objetivo de reduzir a importação de terceiros e de países de fora do Mercosul.