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Brasil e Argentina vão fechar parceria para reatores

Renata Giraldi, Agência Brasil
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Redação AB

30 jan 2011

2 minutos de leitura

A presidenta Dilma Rousseff quer que sua primeira viagem ao exterior, iniciada neste domingo, 30, para a Argentina, seja marcada por uma agenda ampla e complexa de trabalho. Um dos principais compromissos da visita a Buenos Aires será o incremento da parceria entre Brasil e Argentina na área de energia nuclear. As presidentas do Brasil e da Argentina (Cristina Kirchner) devem formalizar a parceria para construção de dois reatores nucleares de pesquisa. A ideia é que cada país construa o próprio reator a partir de projetos comuns.

O subsecretário-geral do Departamento da América do Sul, Central e do Caribe do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Antonio Simões, afirmou que os dois países têm propósitos comuns de programas de desenvolvimento nuclear. “A ideia é trabalhar no desenvolvimento pacífico e de acordo com a visão da comunidade internacional”, disse Simões.

Ele afirmou que há ainda um período para aprofundar as discussões sobre a parceria. “O projeto como um todo deve levar cerca de 5 anos para ser concluído”, afirmou o embaixador. “Tudo o que se refere à instalação de energia nuclear, tanto no Brasil como na Argentina, está sujeito [a uma legislação internacional]”, acrescentou ele.

O diplomata ressaltou que o projeto de construção dos dois reatores de pesquisa é objeto de longa negociação. Mas ainda não foram definidos os valores para investimentos compartilhados. Por enquanto, os técnicos analisam a parte de elaboração do convênio.

Na manhã desta segunda-feira, 31, Dilma Rousseff vai se reunir com a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner. Depois, haverá um encontro ampliado com a presença de ministros dos dois países e a assinatura protocolar de atos.