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Brasil e Chile debatem acordos bilaterais de comércio e investimento

Representantes dos governos do Brasil e Chile participaram na segunda-feira, 15, de uma reunião para debater acordos bilaterais de comércio e investimentos em cinco setores estratégicos: automotivo, têxtil, alimentos, máquinas e equipamentos e alumínio. Realizada na capital chilena Santiago, a reunião foi liderada pelo secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ivan Ramalho, cuja delegação contou com dirigentes destes cinco setores.
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Redação AB

15 jun 2015

2 minutos de leitura

“O fórum bilateral é muito importante. Nesses encontros nós conseguimos identificar entraves, resolver problemas pontuais e promover o comércio”, explica Ramalho, que também ressaltou a importância da participação do setor privado nas reuniões bilaterais. “A discussão entre privados é muito efetiva. Conseguimos avançar muito quando as partes interessadas acompanham as reuniões”.

Entre as demandas da reunião, que focou na relação comercial e os avanços alcançados desde o último encontro, os chilenos pediram apoio do Brasil à incorporação do novo acordo aduaneiro como novo protocolo adicional ao Acordo de Complementação Econômica (ACE-35), que estabelece as normas sobre o intercâmbio de mercadorias entre os países do Mercosul.

AJUDA QUE VEM DE FORA

Os avanços em acordos bilaterais têm sido a salvação para as exportações de veículos do Brasil. Em seu último encontro com a imprensa para divulgar os resultados de mercado sobre o acumulado do ano até maio, Luiz Moan, presidente da Anfavea, comemorou a conclusão do acordo com estabelecido com o México, que prevê mais quatro anos de cotas de importação e cuja demanda quase dobrou nos cinco primeiros meses do ano.

O executivo também lembrou das negociações em andamento com a Argentina, cujo acordo automotivo vence neste mês e que deve ser renovado, conforme a expectativa da Anfavea. Moan também ressaltou o diálogo que a entidade procura manter, via governo, com a Colômbia e o Equador, além do próprio Chile (leia aqui).