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Brasil é o segundo maior mercado do banco Renault

A filial brasileira do RCI Banque, o banco da Renault, aqui batizado de RCI Brasil, está reforçando seu portfólio de serviços financeiros em uma ofensiva para aumentar ainda mais sua fatia no mercado nacional de financiamento de veículos, que no ano passado abocanhou 42,7% de participação entre os bancos de montadoras.
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Redação AB

08 mai 2013

4 minutos de leitura

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No Brasil desde 1996, a instituição mantém a oferta das tradicionais modalidades para financiamento de veículos, como crédito direto ao consumidor (CDC) e leasing, e agora, somada a elas, a retomada das operações de consórcio, em parceria com o Consórcio Nacional Embracon, e a disseminação de seu novo sistema de aluguel, lançado em dezembro passado, o Renault Pro+, criado para atrair públicos cujas opções anteriores não se encaixam em suas necessidades. Tecnicamente, funciona como o leasing operacional, mas agrega um pacote de serviços para gestão focada em pequenas frotas.

“O Brasil foi em 2012 o segundo país que mais contribuiu para o crescimento do grupo, responsável por 15,5% dos novos contratos no mercado de varejo e estamos aqui para apoiar a compra do consumidor brasileiro”, disse Dominique Signora, diretor geral da RCI do Brasil. O País também é o segundo maior mercado em vendas da marca, perdendo apenas para sua matriz, na França, de onde a empresa trouxe o modelo de aluguel que está sendo aplicado por aqui, o Renault Pro+, para atrair uma fatia importante de clientes – a de pequenos frotistas.

O sistema de aluguel tem como público alvo a pessoa jurídica com frota muito menor do que a de empresas de médio e grande porte e cujo grau de profissionalização cresceu consideravelmente, explica o gerente executivo de vendas do RCI Brasil, Fausto Filho.

“Estamos falando de donos de pequenos negócios, como pet shops, floriculturas e até padarias que, em muitos casos, precisam de uma frota com apenas um carro. Quando este potencial cliente entrava em uma concessionária, não encontrava um produto financeiro adequado para seu perfil, sendo obrigado a aderir a um financiamento comum para a compra de mais de um veículo e ainda se preocupar com documentação, seguro e manutenção”, explica.

O executivo acrescenta que o Renault Pro+ é um “leasing operacional disfarçado de aluguel” com o diferencial de pacote de serviços, que inclui manutenção preventiva, seguro, documentação completa, com IPVA, licenciamento e emplacamento e assistência 24 horas. O serviço atende frotas pequenas, entre um e cinco veículos.

“Uma empresa que precisa de algo entre dez e quinze veículos naturalmente não é nosso público. Não é competitivo abrir para esse volume, é um mercado para as locadoras que atendem médias e grandes companhias, e elas são nossos clientes por outras vias, não queremos competir”, pondera Fausto.

O sistema de aluguel da Renault nasceu na França, onde é bastante difundido, algo como 100 mil veículos alugados por ano. As diferenças de mercado limitam a empresa a projetar vendas tímidas no primeiro ano de operação no Brasil. Sem arriscar um volume de vendas (contratos de aluguel), Fausto argumenta que há uma barreira cultural a ser vencida: a de um público acostumado a ser tratado como varejista, o que não reflete sua realidade.

“Nosso público alvo ainda pensa com cabeça de pessoa física, porque ele é tratado assim quando precisa adquirir um veículo para seu negócio. Outro desafio será inserir um novo conceito, porque para o consumidor brasileiro não é comum um sistema em que ele vai pagar por um bem que não será dele no fim do contrato. Mas no caso do Renault Pro+, existe essa possibilidade, caso ele queira adquirir o veículo no fim do contrato.”

Como forma de se adaptar ao consumidor brasileiro, o sistema de aluguel da Renault poderá sofrer ajustes e evoluir para se enquadrar nas diversas necessidades, contudo, todo o processo será previsto em contrato. Fausto elenca critérios como quilometragem pré-determinada e prazos de 24, 36 ou 48 meses como condições para fechar um contrato. Uma avaliação minuciosa do tipo de negócio do cliente e se este é de fato a melhor solução para sua necessidade contribuirá para efetivar a compra do pacote. “O contrato prevê ainda um custo adicional por quilômetro rodado além do previsto no contrato e a severidade de aplicação pode afetar no custo de manutenção”, acrescenta. Ele admite que a compra à vista também poderá ser adotado, mas ainda não está disponível.

A solução Renault Pro+ foi lançada em dezembro de 2012 no Brasil (leia aqui) e desde então conta com 25 pontos exclusivos de venda, com a previsão de abertura de mais dez revendas até junho, embora esteja disponível em toda a rede de concessionárias da marca.