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Brasil pode trazer cientistas do exterior, diz Mercadante

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Redação AB

14 jul 2011

3 minutos de leitura

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Leonêncio Nossa, Agência Estado

O ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, disse na quarta-feira, 14, que o governo incentivar a vinda de cientistas da Europa e dos Estados Unidos para desenvolver os institutos de pesquisa do País. Em entrevista no Palácio do Planalto, ele observou que o momento é ideal, destacando que enquanto o Brasil investe no setor, os países industrializados estão demitindo cientistas. Mercadante afirmou que ainda está sendo estudada a meta de quantos cientistas poderão vir, por meio de um programa de “trabalhadores temporários”.

“Houve uma diáspora de cérebros no passado e agora queremos atrair cérebros”, afirmou o ministro. Mercadante observou que é necessário repor os cientistas que se aposentaram nos últimos anos, tanto em universidades como em institutos de pesquisa. Ele disse que concursos recentes de contratação de pesquisadores internacionais na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) mostraram que há grande interesse de estrangeiros em trabalhar no Brasil e citou o caso da agência espacial dos Estados Unidos, a NASA, que teria demitido 4 mil funcionários.

Mercadante disse ainda que, além de tentar atrair cientistas no exterior, o governo também investirá na formação de profissionais brasileiros. Ele lembrou que o governo enviará 75 mil estudantes para fazer cursos de graduação e pós-graduação no exterior nos próximos anos.

Neuroengenharia e escolas bilíngues

O ministro de Ciência e Tecnologia esteve no Palácio do Planalto para acompanhar uma visita do neurocientista Miguel Nicolelis (na foto à esquerda), do Centro de Neuroengenharia Duke University, dos Estados Unidos. Nicolelis apresentou à presidente Dilma Rousseff um projeto de instalação de 12 escolas bilíngues voltadas para crianças e adolescentes de até 15 anos na região de fronteira.

O cientista também apresentou a proposta de fazer com que uma criança tetraplégica dê o pontapé inicial na Copa do Mundo de 2014, com a ação do cérebro, por meio de uma veste robótica. Nicolelis relatou que Dilma gostou da proposta. “Ela gostou da ideia e do sentido de ousadia”, afirmou.

Foto: Presidente Dilma Rousseff e o ministro Aolizio Mercadante recebem no Palácio do Planalto o neurocientista Miguel Nicolelis (José Cruz/ABr)